ANM e CRM promovem Fórum de Atualização em Emergência

31/05/2019


O auditório no prédio histórico da Academia Nacional de Medicina (ANM) ficou lotado na última quinta-feira, 30 de maio, durante o Fórum Internacional de Atualização em Emergência. Organizado pelo CREMERJ, em parceria com os acadêmicos Silvano Raia, Pietro Novellino e Rossano Fiorelli, o evento trouxe especialistas do Brasil e de países com Estados Unidos, Espanha e Reino Unido. Os diretores do Conselho Ricardo Farias e Flávio de Sá Ribeiro e a coordenadora da Câmara Técnica de Urgência e Emergência, Cândice Vasconcellos, estiveram envolvidos também na organização. O evento, que teve lotação completa, teve grande participação de jovens médicos.

O presidente do CREMERJ, Sylvio Provenzano, participou da mesa de abertura do evento, junto ao acadêmico Pietro Novellino, representando a presidência da ANM, e o presidente da Secção de Cirurgia da Academia, Silvano Raia.

“No Conselho, vemos muitos problemas estruturais nas emergências do Estado, como faltas graves de recursos humanos. Mas, estas situações não devem nos fazer acreditar que podemos ter um serviço melhor. É preciso sempre tentar aprimorar a qualificação do médico.Os professores que se encontram neste fórum trazem informações da maior utilidade para aqueles que veem no emergencista a figura que faz a diferença”, observou Provenzano.

O diretor do Conselho e ortopedista, Ricardo Farias, apresentou palestra intitulada “O estado da arte: trauma ortopédico” na parte da tarde. Em sua fala, ele abordou dois temas principais: as lesões do anel pélvico e questões éticas relativas à emergência. Sobre o trauma, o médico trouxe uma abordagem voltada ao emergencista e ao clínico geral, explicando as especificidades das lesões de anel pélvico e dando informações preciosas para o diagnóstico e escolha de tratamento.

Ao abordar o Código de Ética Médica, Farias ressaltou capítulos que orientam o profissional a não negar atendimento e nem se ausentar de plantões em casos de urgência e emergência. E também sobre a necessidade de consentimento do paciente em relação a todos os procedimentos, salvo em caso de risco iminente de morte.

“É importante que quem está começando não se acostume ao errado. A medicina é uma arte e nós somos médicos em tempo integral. O Código de Ética também vale em tempo integral”, afirmou. O diretor enfatizou aos médicos presentes que eles sempre podem contar com o Conselho para dúvidas e denúncias de más condições de trabalho nas emergências.