Contra agressão a médicos, Crivella propõe Guarda em hospitais

13/03/2019


Após a médica Juliana Beliki ser agredida na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Alemão, nesta segunda-feira (11), o prefeito do Rio, Marcelo Crivella, propôs em reunião com o CREMERJ que a Guarda Municipal atue em unidades estratégicas para proteger os profissionais de saúde. No encontro com o diretor do Conselho Ricardo Farias e a secretária de Saúde do município, Ana Beatriz Busch, ficou acertada uma campanha para evitar violência contra os servidores públicos, especialmente médicos, no exercício de sua função.

O CREMERJ conta, desde dezembro, com um canal de denúncias de agressões. “A presença da Guarda Municipal é primordial para dar segurança aos médicos e aos demais profissionais de saúde. Além disso, o CREMERJ está sempre aberto para receber denúncias e dar todo o apoio nessas situações”, afirmou Ricardo Farias.
Em plantão noturno na UPA Alemão, a médica Juliana Beliki foi jogada ao chão após sofrer um violento empurrão de uma paciente que alegava demora no atendimento. O vídeo da agressão foi exibido em programas de TV e nas redes sociais. O caso foi registrado em Delegacia Policial, e a Procuradoria do Município moverá uma ação contra a agressora.

Agressões e ameaça no Hospital Universitário Pedro Ernesto

Dois dias antes, a mãe de uma paciente havia atacado a socos uma médica no Universitário Pedro Ernesto (Hupe-UERJ). Em seguida, ameaçou de morte a profissional e outra médica, que lhe prestara socorro. No mesmo dia, os conselheiros do CREMERJ Ricardo Azêdo e Raphael Câmara fizeram uma visita especial à unidade a fim de coletar provas para a investigação.

O CREMERJ está agindo para garantir que todos os hospitais do Rio de Janeiro garantam a segurança dos médicos em seu ambiente de trabalho.