CREMERJ lamenta destruição no Museu Nacional

03/09/2018


O CREMERJ lamenta o incêndio do Museu Nacional, no Rio de Janeiro, ocorrido nesse domingo, 2. Tendo completado 200 anos em junho, o local detinha um acervo com mais de 20 milhões de peças de todo o mundo, sendo um dos mais importantes da América Latina.

“Trata-se não só da perda de um centro de referência histórico do país, mas da humanidade. É lamentável que o Museu Nacional tenha sido prejudicado pela falta de competência dos gestores, que não veem na nossa história o projeto do nosso futuro. E sabemos que, com a Emenda Constitucional 95, que congela os gastos em saúde, mas também em educação, por 20 anos, essa cena pode se repetir em outros museus país afora, que estão sem recursos para manutenção e infraestrutura adequados”, declara o presidente do CREMERJ, Nelson Nahon.

A própria crise financeira da UFRJ, a quem pertence o Museu Nacional, colaborou para o desastre ocorrido no domingo.

“A UFRJ é gigantesca e uma das maiores universidades do país, com padrão de qualidade internacional. Seus trabalhadores, que já haviam denunciado a situação de perigo do Museu Nacional, são da maior competência e certamente estão sofrendo muito com uma parte da instituição que se foi no incêndio. Ele também era a história de vida de muitos profissionais”, frisa Nahon.

Os prejuízos, incalculáveis, são também no campo científico, pois muitos itens que se encontravam no local eram objeto de pesquisas em diversas áreas. “A queda nos orçamentos e a falta de verbas de todos os setores que estavam envolvidos no acervo do Museu Nacional são a causa desse desastre, e culpa dos governantes”, aponta Nahon.

Instituições culturais e de pesquisa estrangeiras, como o Museu do Louvre – o maior do mundo - e o Museu de História Natural britânico comentaram o ocorrido e manifestaram sua consternação.