Hospital de Bonsucesso tem déficit de RH e setores fechados

20/06/2018


O corpo clínico do Hospital Federal de Bonsucesso realizou uma assembleia nessa quarta-feira, 20, no auditório da unidade. O encontro tinha como objetivo discutir problemas como o déficit de recursos humanos (RH) e o desabastecimento do hospital, além debater sobre a criação de um Plano de Cargos, Carreira e Salários para rede federal de Saúde.

A reunião quase não aconteceu devido à decisão da direção do HFB de não autorizar a abertura do auditório – que teve sua liberação após pressão dos membros da unidade. A assembleia, que começou com mais de 40 minutos de atraso, tratou da grave falta de médicos e funcionários, que está prejudicando o funcionamento do hospital e a assistência à população.

O presidente do CRM, Nelson Nahon, compôs a mesa que coordenou a reunião, bem como os chefes do corpo clínico, Baltazar Fernandes e da divisão materno-infantil, Moysés Rechtman, além de representantes das categorias profissionais que atuam no HFB.

"O Hospital de Bonsucesso tem se mostrado ser um exemplo de resistência ao projeto de desmonte das unidades federais. Há um descaso por parte do DGH e do Ministério da Saúde, pois a nova emergência foi inaugurada e está com as salas fechadas com cadeado em decorrência da falta de profissionais, enquanto os cidadãos sofrem por falta de atendimento", declara Nahon.

Na última reunião no DGH, que aconteceu em 04 de junho, foi prometida a contração de cerca de mil profissionais para rede federal do Rio, sendo que para o Hospital Federal Bonsucesso serão destinados somente 300 profissionais, sendo 116 médicos, mas a unidade tem carência de 266 médicos e de mais 900 profissionais, entre funcionários da área da Saúde e administrativos.  

No final do encontro, foi aprovado um ato em frente ao HFB, no dia 04 de julho, às 10h, para denunciar a critica situação da unidade. 

Após a assembleia, o presidente do CREMERJ, Nelson Nahon, visitou a emergência – que foi inaugurada em fevereiro e que custou R$ 21 milhões aos cofres públicos – em conjunto com representantes do Sindicato dos Enfermeiros. A sala amarela do setor, que está equipada, estava trancada com cadeado e a sala vermelha estava vazia, sem aparelhos ou macas, enquanto haviam pacientes internados no corredor do setor.

Participaram da reunião médicos residentes, o corpo clínico e representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde Trabalho e Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro (Sindsprev-RJ), da Federação Nacional de Sindicato de Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social (Fenasps) e do Sindicato de Psicologia.