HFB: médicos promovem manifestação contra desmonte da unidade

16/04/2018


Médicos e funcionários do Hospital Federal de Bonsucesso (HFB) promoveram um ato público contra o desmonte da unidade nesta segunda-feira, 16, na porta da emergência da unidade. Além dos profissionais, a manifestação contou com a presença do presidente do CREMERJ, Nelson Nahon, e de representantes de diversas outras entidades de saúde.

A manifestação denunciou a situação caótica da unidade, principalmente no setor de emergência, reaberto com recursos humanos em quantidade insuficiente após oito anos de obras. O corpo clínico destacou que a renovação dos contratos temporários da União, prometida pelo Ministério da Saúde (MS) no mês passado, não foi efetuada, e que o atendimento à população encontra-se comprometido. Há pacientes nos corredores e faltam medicamentos e insumos.

“O Hospital Federal de Bonsucesso ainda não fechou as portas devido ao compromisso de cada trabalhador aqui presente. Enquanto o governo acusa os profissionais pelo sucateamento do hospital, nós travamos uma luta diária para atender os pacientes sem material, médicos e enfermeiros. A realidade é desesperadora”, disse Tatiana Alves, servidora administrativa do hospital.

As salas amarela e vermelha do hospital encontram-se fechadas. O corpo clínico afirmou que para reabri-las é necessária a contratação de, no mínimo, mais 37 médicos clínicos. Além disso, faltam anestesistas, oncologistas, pediatras e ortopedistas. Eles lembraram que a situação é grave também em outros hospitais da rede federal, como Andaraí e Cardoso Fontes.

Os profissionais reiteraram ainda que a união entre as entidades médicas é essencial na luta contra o desmonte do Sistema Único de Saúde (SUS), que vem acontecendo deliberadamente através do Ministério da Saúde.  “O governo sempre soube desse déficit de recursos humanos aqui em Bonsucesso e mesmo assim reinaugurou a emergência. Na época, o diretor da unidade, ao expor os números reais do hospital, foi exonerado. Hoje, o HFB tem uma direção conivente com esse descaso do Ministério da Saúde, o que resulta em profissionais estressados e sobrecarregados, e uma população completamente desassistida. Precisamos nos unir com a população nessa luta por um atendimento decente”, afirmou Nelson Nahon.