Médicos da UPA Tijuca fazem greve por melhorias

06/03/2018


Os médicos da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Tijuca, gerida pela Organização Social (OS) Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus (HMTJ), entraram em greve, na última quarta-feira, 28, por conta das péssimas condições de trabalho e do desrespeito às leis trabalhistas. A decisão foi tomada em assembleia realizada na unidade em 19 de fevereiro, com apoio do Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro (Sinmed-RJ). Na ocasião, ficou definida a paralisação de 50% do efetivo.

Segundo denúncia enviada ao CREMERJ, os médicos estão com salários atrasados  - ainda não foram pagos os 13º salários de 2016 e 2017 e os dissídios coletivos dos dois últimos anos. Além disso, eles relatam que a UPA não tem farmácia, o aparelho de raios X e o laboratório funcionam de forma precária, e materiais e insumos são escassos na unidade.

Em 22 de fevereiro, dois dias depois da assembleia, um representante do movimento foi recebido pelo secretário estadual de Saúde, Luiz Antônio Teixeira, para uma negociação. No entanto, devido à falta de uma proposta que atendesse às necessidades da categoria, a greve foi mantida. Entre as condições oferecidas, estavam a quitação do 13º salário de 2017 em três parcelas, sem que fossem definidas datas, e providências paliativas que não solucionam os problemas de aparelhagem e medicamentos da unidade. Além disso, não foi apresentada uma previsão para o pagamento dos salários atrasados de 2016.

A denúncia também relata que a OS alega falta de verbas para pagar os funcionários e fazer melhorias. Diante da situação crítica da UPA, os médicos entraram em regime de greve e deixaram uma assembleia marcada para 7 de março.