CREMERJ fiscaliza Maternidade Amélia Buarque de Hollanda

28/02/2018


O CREMERJ realizou, nesta terça-feira, 27, uma fiscalização na Maternidade Municipal Maria Amélia Buarque de Hollanda, no Centro do Rio. A ação foi motivada por denúncias de médicos da unidade, que relataram uma série de irregularidades no funcionamento do hospital, assim como o atraso no pagamento dos salários.

 

A Comissão de Fiscalização (Cofis) constatou o racionamento pontual de materiais e o déficit de recursos humanos na UI e na UTI neonatais. Também foi verificada a falta de equipamentos importantes para auxiliar o parto, como o vácuo extrator (kiwi), o que provocou o aumento do número de cesarianas. Utensílios que eram usados para o parto humanizado estão sucateados. Além disso, três enfermarias foram fechadas, o que reduziu em 12 o número de leitos da maternidade.

 

Em relação aos salários, foi apurado que os médicos ainda não receberam o pagamento referente a janeiro. Profissionais que trabalham como autônomos e os que fizeram hora extra nos últimos meses não são remunerados desde novembro de 2017. Os depósitos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) também estão irregulares. A unidade é gerida pela Organização Social (OS) Instituto Gnosis.

 

Para o presidente do CREMERJ, Nelson Nahon, é de extrema importância que a prefeitura regularize o abastecimento dos materiais, forneça os equipamentos necessários para o funcionamento do hospital e garanta atendimento adequado a gestantes e bebês do município do Rio de Janeiro.

 

“O Estado como um todo já tem uma carência grande de leitos de maternidade, o que reforça a importância de manter o atendimento pleno nas unidades que estão em funcionamento. Além disso, a maternidade Maria Amélia Buarque de Hollanda fica no centro da capital e absorve gestantes de diversas localidades, por isso é fundamental que ela tenha todos os recursos disponíveis”, acrescentou Nahon.