Cosec: médicos relatam situação da saúde em suas regiões

13/10/2016


Representantes das seccionais e das subsedes debateram, nesta sexta-feira, 7, na sede do CREMERJ, a situação da saúde em suas regiões durante reunião da Coordenação de Seccionais do Conselho (Cosec). No encontro, os colegas relataram problemas relacionados a questões éticas, sindicâncias, atraso no repasses para unidades, atrasos de salários, além da falta de medicamentos, insumos e recursos humanos.  

O vice-presidente do CREMERJ, Nelson Nahon abriu a reunião compartilhando os informes das últimas ações do Conselho, como a realização da Assembleia Geral de Convênios, que recusou a proposta enviada pela Intermédica/Notredame, a participação da diretoria no I Fórum Nacional Pró-SUS e a reunião com os representantes dos serviços de cirurgia cardíaca pediátrica do Rio de Janeiro. Também anunciou que, no dia 11, a entidade se reunirá com o secretário estadual de Saúde e com os diretores técnicos das unidades estaduais. Já o presidente do CREMERJ, Pablo Vazquez falou sobre a intenção do Ministério da Saúde em implantar os seguros-saúde populares e o enfraquecimento do SUS. 

Em seguida, os representantes das seccionais e das subsedes deram seus informes. Em Barra Mansa, a situação da saúde pública é precária. Há meses, as UPAs passam por uma grave crise por conta dos atrasos dos repasses da prefeitura. Salários estão atrasados, permanece o déficit de recursos humanos e faltam medicamentos e insumos. O único hospital obstétrico do município corre o risco de fechar por conta da falta de verbas. No dia 22 de setembro os médicos fizeram uma manifestação no Centro da cidade, com o apoio da população e profissionais da Saúde, para denunciar os problemas. 

Na cidade de Cabo Frio, nenhum hospital possui responsável técnico. O Hospital da Mulher está com o centro cirúrgico contaminado, o que ocasionou a suspensão de todas as operações. Também faltam medicamentos e insumos em toda a rede. Além disso, a seccional, a Comissão de Fiscalização do CREMERJ (Cofis) e o Ministério Público do Estado (MPRJ) realizaram novas fiscalizações nas unidades do município e constaram que determinações judiciais não foram cumpridas.  

A situação também é grave em Angra dos Reis. A sobrecarga de atendimento no Hospital Geral de Japuíba (HGJ) e os atrasos salariais e a falta de medicamentos e insumos continuam. Em Petrópolis, a seccional entrou com representação no Ministério Público (MP) contra duas escolas técnicas que ofereciam cursos médicos para pessoas que não são formadas em Medicina. No município de Resende, a UPA teve o atendimento suspenso no horário noturno por conta da crise financeira.

O representante da seccional de Três Rios informou que os médicos do Hospital Estadual de Traumatologia e Ortopedia Dona Lindu (HTODL) estão com salários atrasados há dois meses. O Hospital de Clínicas Nossa Senhora da Conceição, única unidade de urgência e emergência da região, tem recebido verba insuficiente para manter o atendimento, além de sofrer com a superlotação.

Além de Pablo Vazquez e Nelson Nahon, também conduziram a reunião os conselheiros Marília de Abreu, Abdu Kexfe, José Ramon Blanco, também presidente da Associação Médica do Estado do Rio de Janeiro (Somerj). Estiveram presentes os conselheiros Renato Graça e Luís Fernando Moraes.

Participaram também do encontro os representantes das seccionais de Campos dos Goytacazes, Volta Redonda, Itaperuna, Duque de Caxias, Niterói, Nova Friburgo, Caxias, Petrópolis, Resende e São Gonçalo, além das subsedes de Madureira, Méier, Ilha do Governador e Tijuca.