Cosec: médicos relatam situação da saúde em suas regiões

06/07/2016


Representantes das seccionais e das subsedes debateram nessa sexta-feira, 1º, na sede do CREMERJ, a situação da saúde em suas regiões durante reunião da Coordenação de Seccionais do Conselho (Cosec). No encontro, os colegas relataram problemas relacionados a questões éticas, fechamento de unidades, atrasos de salários, além da falta de medicamentos e insumos. 

O vice-presidente do CREMERJ, Nelson Nahon, abriu a reunião compartilhando com os colegas informes das últimas ações do Conselho, como a reunião com o secretário de Segurança do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame. Ele também anunciou que, nos próximos dias, a entidade se reunirá com a Secretaria Estadual de Saúde, a Defensoria Pública e o Ministério Público para discutir a crise nas 29 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) que pertencem ao Estado. Já o presidente do CREMERJ, Pablo Vazquez, enfatizou o resultado de discussões que o CREMERJ tem encabeçado sobre o atendimento médico na Olimpíada. 

Em seguida, os representantes das seccionais e das subsedes deram seus informes. Em Três Rios, a UPA do município sofre com a falta de medicamentos e de médicos, além de não receber verbas do governo do Estado há um ano. A unidade pode fechar até o final do ano. Na cidade de Teresópolis os problemas na saúde pública permanecem. Em recente reunião, o Ministério Público Estadual instituiu o prazo de 30 dias para o cumprimento de metas de melhoria na saúde da região.  

No município de Barra Mansa, as unidades passam por uma grave crise por conta dos atrasos dos repasses da prefeitura e os médicos sofrem com o atraso de salários e demissões arbitrárias. Em Niterói, a principal unidade de emergência, o Hospital Estadual Azevedo Lima (HEAL), sofre com o subfinanciamento. Já o Hospital Orêncio de Freitas (HOF) reduziu o número de cirurgias por conta da falta de verbas e de equipe médica. 

O representante da seccional de Duque de Caxias destacou que, há 15 meses, a cidade não recebe do governo do Estado as verbas integrais para financiar as duas UPAs da cidade e cofinanciar a saúde e a farmácia básica. A falta de financiamento repercutiu nas unidades, que agora funcionam com restrições. Situação complicada também vive Angra dos Reis, onde a sobrecarga de atendimento no Hospital Geral de Japuíba (HGJ) e os atrasos salariais continuam. 

Além de Pablo Vazquez e Nelson Nahon, também conduziram a reunião os conselheiros Márcia Rosa de Araujo, Marília de Abreu, Abdu Kexfe, José Ramon Blanco, também presidente da Associação Médica do Estado do Rio de Janeiro (Somerj), e Sidnei Ferreira, que também é conselheiro federal.  Estiveram presentes os conselheiros Renato Graça e Aloísio Tibiriça. 

Representantes das seccionais de Angra dos Reis, Barra do Piraí, Cabo Frio, Campos dos Goytacazes, Duque de Caxias, Macaé, Niterói, Nova Friburgo, Nova Iguaçu, Petrópolis, Resende, São Gonçalo, Três Rios, Barra Mansa, Teresópolis, Valença, Vassouras e Volta Redonda, além das subsedes de Madureira, Méier e Tijuca, participaram do encontro.