Assembleia debate situação dos médicos do Getúlio Vargas

19/05/2016


A transferência de cerca de 35 médicos do Hospital Estadual Getúlio Vargas para o Hospital Carlos Chagas foi discutida em assembleia de médicos e funcionários no dia 13 de maio, em reunião com a participação do vice-presidente do CREMERJ Nelson Nahon; do presidente e da advogada do Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro (Sinmed-RJ), Jorge Darze e Renata Cardoso. Uma lista com os nomes dos médicos transferidos foi publicada no Diário Oficial, mas o sindicato entrou na Justiça com um pedido de anulação dessa decisão e aguarda a análise do juiz.
 
O governo do Estado justifica a transferência dos médicos, especialmente clínicos gerais, pelo fato de o Hospital Getúlio Vargas ser administrado por uma Organização Social (OS), ao passo que o Carlos Chagas é administrado pelo Estado e, por isso, deveria ter médicos concursados.
 
Nelson Nahon frisou a posição do CREMERJ contra as OSs, argumentando inclusive que o custo dos hospitais geridos por elas é maior do que o dos geridos pelo Estado.
 
"Estamos tratando de uma questão delicada. A transferência de um servidor que trabalha há 15 ou 20 anos na mesmo hospital é muito ruim, porque, com o passar do tempo, ele cria vínculo com a unidade e com a comunidade que a frequenta. Ele conhece os pacientes e suas famílias. E isso deve ser valorizado”, salientou o conselheiro.
        
Jorge Darze argumentou que o Hospital Carlos Chagas não tem demanda de profissionais que justifique essa transferência e que ela comprometerá o atendimento no Getúlio Vargas.

Na assembleia, ficou acordado que os médicos do Getúlio Vargas vão continuar suas rotinas de trabalho até a decisão judicial. Também ficou agendada uma reunião no CREMERJ com a Comissão de Ética Médica.