Coren-RJ pede apoio para classificação de risco de pacientes

19/02/2016



A presidente do Conselho Regional de Enfermagem do Rio de Janeiro (Coren-RJ), Maria Antonieta Tyrrel se reuniu com o presidente do CREMERJ Pablo Vazquez, na segunda-feira, 15, para tratar dos procedimentos de atendimento e classificação de risco nas unidades de saúde do Estado. 
 
O Coren-RJ  tem recebido diversas denúncias recorrentes sobre a imposição das equipes de enfermagem serem os responsáveis  por avaliar e dispensar os pacientes classificados como azul e verde antes de serem atendidos por um médico, nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e nas emergências do Estado.  Também há queixas de que enfermeiros estejam sendo encarregados de encaminhar pacientes para outras unidades sem que os mesmos sejam avaliados ou recebam atendimento por um médico, seguindo o protocolo de classificação de risco.  
 
O CREMERJ defende que todos os pacientes tenham atendimento médico antes de serem dispensados ou encaminhados para outra unidade, de acordo com a resolução do CFM nº 2.077/14: "todo paciente que tiver acesso ao serviço hospitalar de urgência e emergência deverá, obrigatoriamente, ser atendido por um médico, não podendo, sob nenhuma justificativa, ser dispensado ou encaminhado a outra unidade de saúde por outro profissional que não o médico" e a resolução do CFM nº 2.079/14: "todo paciente com agravo à saúde que tiver acesso a UPA saúde deverá, obrigatoriamente, ser atendido por um médico, não podendo ser dispensado ou encaminhado a outra unidade de saúde por outro profissional que não médico. 
 
A enfermagem participa da classificação de risco, mas é preciso garantir que o paciente tenha atendimento médico, assim como, a alta e encaminhamento conforme as resoluções do CFM 2.079/14 e 2.077/14, afirma Pablo Vazquez. 
 
Também participaram da reunião os diretores do CREMERJ Nelson Nahon e Carlos Enaldo Araújo. 
 
Entenda a Classificação de risco:

Instrumento de identificação dos pacientes que necessitam de tratamento imediato, de acordo com suas queixas, agravos à saúde ou nível de sofrimento. Durante a classificação, um profissional capacitado realiza uma avaliação, baseada no protocolo, para definir a prioridade de atendimento do paciente.

Cores na classificação:

Após a classificação, o paciente receberá uma pulseira de identificação que define a prioridade do atendimento através das cores:

 

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