CREMERJ visita clínica modelo de atenção primária

22/12/2015


O diretor e coordenador da Comissão de Fiscalização do CREMERJ, Gil Simões, e o conselheiro Aloísio Tibiriçá se reuniram nessa quinta-feira, 17, com a subsecretária de Promoção, Atenção Primária e Vigilância Sanitária (Subpav), Betina Durovni, e o subsecretário de Atenção Hospitalar de Urgência e Emergência da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, Guilherme Wagner, para debater a nova estrutura de assistência básica nos postos de saúde, a partir da implantação do programa Saúde da Família. 

“Nós queremos saber, principalmente, qual será o encaminhamento dado aos programas de saúde já desenvolvidos anteriormente, como vem se dando essa transição, para onde e por quem essas ações serão absorvidas. Temos várias questões para a abordar”, disse Gil Simões.

Durante a reunião, realizada na Secretaria Municipal de Saúde (SMS), os subsecretários se comprometeram em comparecer ao CREMERJ para uma discussão ampla sobre todos os questionamentos levantados. Em seguida, encaminharam os representantes do Conselho para uma visita à Clínica da Família Sérgio Vieira de Mello: um dos postos onde o programa de atenção primária, baseada na Saúde da Família, funciona. 

“Trouxemos o CREMERJ nessa unidade para mostrar como vem sendo feita a transição gradual desses programas. Antigamente havia polos e programas específicos de diabetes, hipertensão ou tuberculose. Agora, o médico pode tratar de diversas doenças em um único posto e próximo da residência do paciente. Os programas anteriores viraram linhas de cuidado e continuam existindo, com investimento e pesquisas”, explicou Guilherme Wagner.

Aberta das 8h às 20h, a unidade visitada conta com atendimento agendado por meio de telefone ou via internet, salas climatizadas, consultórios para testes rápidos, equipamentos modernos, além de um ambiente com gerador 24 horas para a conservação de vacinas e medicamentos.

Ainda segundo o subsecretário, existem 204 unidades de Saúde da Família e, aproximadamente, 100 já foram transformadas em modelos sustentáveis e informatizadas. Há um preceptor para cada unidade com residentes e, ao todo, são 800 médicos de família contratados com carteira assinada, prova de seleção e avaliação curricular. 

“Essa oportunidade de ter os conselheiros aqui foi muito positiva para nós. O que queremos é mostrar como estamos conseguindo resolver a maior parte dos problemas, agregando tecnologia e conhecimento na atenção primária. Esse é o nosso trabalho. Nós sabemos que é difícil mudar e promover uma reforma no sistema de saúde, mas aos poucos estamos avançando”, resumiu Betina.