Hospitais do Rio ganharão plano de emergência

18/12/2015


 
Em busca de soluções para a grave crise dos hospitais universitários do Rio de Janeiro e os da rede estadual, o presidente do CREMERJ, Pablo Vazquez, esteve com o ministro da Saúde, Marcelo Castro, nesta quinta-feira, 17, em Brasília. Na ocasião, o ministro se comprometeu em estruturar um plano emergencial que envolve as três esferas de governo. O encontro contou com a participação de representantes da Associação dos Médicos Residentes do Estado do Rio de Janeiro (Amererj), do Conselho Federal de Medicina (CFM), do Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro (Sinmed-RJ), da Associação Nacional dos Médicos Residentes (ANMR) e das direções dos hospitais Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF) e Pedro Ernesto (Hupe).

Na noite anterior, também em Brasília, as mesmas lideranças se reuniram com o ministro para expor a situação caótica que o Estado enfrenta na saúde. Após as explanações do crítico cenário, Marcelo Castro identificou a necessidade de uniformizar as informações e convocou os secretários de Saúde para a reunião emergencial, que ocorreu nessa quinta-feira.

De acordo com o presidente do CREMERJ, Pablo Vazquez, o ministro informou, durante o encontro, que os repasses para o Estado estão em dia. No entanto, segundo os diretores dos hospitais, os valores encaminhados foram menores. Para mapear a real situação de cada unidade, será montada uma equipe de trabalho com as três esferas de governo e representantes dos hospitais para elaborar o plano emergencial. A primeira reunião acontecerá nesta sexta-feira, 18, na sede da Secretaria Estadual de Saúde (SES-RJ).

“Tivemos uma primeira reunião na quarta-feira, mas o ministrou percebeu a gravidade da situação e agendou outro encontro para hoje [quinta], que contou com a participação dos secretários. Ele sinalizou que é preciso resolver o caso o mais rápido possível. Sabemos que o ano que vem ainda será de investimentos baixos na saúde e precisamos saber como será a organização para 2016”, explicou.

Na ocasião, o diretor do CFM e conselheiro do CREMERJ Sidnei Ferreira destacou o problema crônico da falta de verbas. “Deixamos claro que isso não resolve o maior problema que é a falta crônica de verbas e de recursos humanos. Nós sugerimos formar uma comissão de crise com as entidades presentes e com os diretores dos hospitais universitários no Rio de Janeiro para discutir uma solução, que, definitivamente, não volte a colocar em risco as funções constitucionais dessas unidades. Estamos pensando nas pessoas que são atendidas e que trabalham nesses locais. Medidas que evitem crises como esta. Entretanto, foi uma reunião positiva”, concluiu.

Pablo Vazquez também adiantou que Marcelo Castro irá articular um encontro com o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, para abrir uma porta de negociação com os médicos residentes, que estão em greve desde a última sexta-feira, 11.

O encontro contou com a presença do secretário estadual de Saúde, Felipe Peixoto; o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz; as deputadas federais Jandira Feghali e Laura Carneiro; o presidente da Amererj, João Felipe Zanconato; o presidente do Sinmed-RJ, Jorge Darze; a presidente da ANMR, Naiara Costa; o diretor-geral do HUCFF, Eduardo Côrtes; e o diretor-geral do Hospital Universitário Pedro Ernesto (Hupe), Rodolfo Acatauassu Nunes.