Valorização dos hospitais universitários é tema de reunião

04/12/2015


A Comissão de Médicos Recém-Formados se reuniu nessa quarta-feira, 2, com representantes do movimento pela valorização dos hospitais universitários para discutir os rumos da mobilização. O grupo debateu ideias para fortalecer os atos programados e a melhor forma de dar visibilidade aos questionamentos diante da atual crise política do país.
 
“Mesmo que o país esteja em um momento de grandes incertezas, temos que deixar claro que não pode faltar dinheiro para a saúde. É preciso que continuar fazendo as manifestações e chamando a atenção para as reivindicações dos residentes e dos médicos”, declarou o presidente do CREMERJ, Pablo Vazquez.  
 
O diretor Gil Simões, que coordena a Comissão de Médicos Recém-Formados do Conselho, também reforçou que as ações devem continuar e sugeriu que residentes de todos os hospitais universitários do Rio de Janeiro se unam para fortalecer o movimento.
 
“É um grande momento para uma atuação conjunta entre os residentes dos hospitais universitários, pois todos estão passando por problemas semelhantes. É uma oportunidade para um ajudar o outro. Essa união fará uma grande diferença. O CREMERJ pode apoiar essas articulações, pois este movimento é ético e justo”, disse. 
 
A presidente da Comissão Estadual de Residência Médica do Rio de Janeiro (Ceremerj), Suzana Maciel, declarou apoio aos residentes e enfatizou que é preciso pensar no momento adequado para fazer as reivindicações. Ele destacou que a desvalorização dos jovens médicos é resultado de uma crise geral da saúde. 
 
“As ações que estão se espalhando por todo o país são reflexo do grande problema que a saúde pública enfrenta. Não há condições possíveis para que se tenha uma boa residência. Devemos avaliar o movimento de maneira estratégica para que as reivindicações dos residentes não se diluam nesse momento”, destacou Suzana.  
 
De acordo com o presidente da Associação dos Médicos Residentes do Estado do Rio de Janeiro (Amererj), João Felipe Zanconato, além das paralisações dos hospitais no Rio de Janeiro, é grande a possibilidade de uma mobilização nacional dos residentes.  A proposta será debatida no 49º Congresso Nacional da Associação Nacional dos Residentes, que acontece neste sábado e domingo, 5 a 6, em São Paulo.
 
Durante a reunião, ficou resolvido que novas manifestações serão realizadas, assim como ações que possam mobilizar mais residentes. Nesta sexta-feira, 4, será promovido um ato público em frente ao Hospital Universitário Clementino Fraga Filho – mais conhecido como Hospital do Fundão – ligado à UFRJ. A concentração ocorrerá às 11h e contará com a participação de representantes do CREMERJ, da Amererj, da Associação Médica do Estado do Rio de Janeiro (Somerj), do Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro (Sinmed-RJ), de estudantes de medicina, de residentes e do corpo clínico do hospital. 
 
Também estiveram presente na reunião o coordenador da Residência Médica do Fundão, Ronaldo Vinagre; o representante dos residentes do Hospital Universitário Pedro Ernesto (Hupe), Vitor Alvarenga; o diretor da Amererj Luiz Fernando Rodrigues; o ex-presidente da Amererj Diego Puccini e as médicas Luiza de Oliveira Breder e Laís Izabel Melo.