CREMERJ apoia greve dos médicos residentes do Hupe

24/11/2015


O CREMERJ apoia o movimento de paralisação dos médicos residentes do Hospital Universitário Pedro Ernesto (Hupe), que teve início nesta segunda-feira, 23, devido a suspensão por parte do Estado do pagamento das bolsas e a condições inadequadas de trabalho. O Conselho acompanhará as negociações entre os residentes e o governo estadual para a situação seja regularizada e as atividades na unidade, retomadas. O CREMERJ também orientou que seja mantido o funcionamento de 30% do efetivo no setor de urgência do Hupe.

Os médicos residentes receberam um documento enviado pelo governo à Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), avisando que o pagamento das bolsas havia sido suspenso por falta de caixa. A informação foi repassada no último dia 17, durante reunião da Associação de Médicos Residentes do Estado do Rio de Janeiro (Amererj).

A paralisação é por tempo indeterminado e deve atingir também as atividades sociais do hospital, como doação de sangue e medula óssea. Além da regularização da bolsa, os médicos residentes da Uerj reivindicam melhores condições de trabalho, auxílio-moradia, reajuste da bolsa, valorização da residência médica, entre outros.
 
“Sabemos que existe uma crise financeira, mas não pode haver desassistência à população de forma nenhuma. Os pacientes precisam ser atendidos. O Estado não pode suspender o pagamento da bolsa dos médicos residentes, que estão na unidade exercendo o seu trabalho. A residência é fundamental para a capacitação dos novos médicos e é um absurdo esse descaso com os colegas. Essa situação precisa ser resolvida o quanto antes. O CREMERJ considera esse movimento justo e ético, por isso reitero o nosso apoio”, declarou o presidente do Conselho, Pablo Vazquez.