CREMERJ debate estratégias para a saúde pública

30/01/2015


A diretoria do CREMERJ e seus conselheiros deram continuidade, em plenária temática, nessa terça-feira, 27, ao planejamento estratégico deste ano para as áreas da saúde pública e suplementar, do ensino médico e da residência e do Programa Mais Médicos.

O presidente do CREMERJ, Sidnei Ferreira, lembrou que as propostas foram apresentadas pelos conselheiros e pelos representantes das subsedes e das seccionais durante os três dias do seminário interno realizado em dezembro.

Entre os pontos discutidos, destacam-se o trabalho médico, a criação de uma comissão de assuntos parlamentares, o serviço de verificação de óbito, a composição de um grupo de trabalho de segurança do paciente, o aumento do número de fiscalizações nas unidades de saúde da Baixada Fluminense, a reativação do grupo de trabalho materno-infantil e a criação de grupos para discutir oncologia, saúde do idoso e rede primária de saúde.

Para o coordenador da Comissão de Saúde Pública do CREMERJ, Pablo Vazquez, o problema mais crítico nesse setor é a falta de recursos humanos e a desorganização do sistema de regulação de vagas.

“Muitos colegas estão se aposentando e não há concurso público com salários dignos para a contratação de pessoal. Isso tem gerado um grande desgaste. Quanto à regulação, é complicado regular sem oferta de leitos e com excesso de pacientes. Não somos contra a regulação, mas somos a favor que ela aconteça de forma organizada”, afirmou Vazquez.

Segundo o presidente do CREMERJ, o Conselho vem sendo atuante na área da saúde pública, mas frisou a importância de um planejamento estratégico.

“Não é de hoje que denunciamos a falta de recursos humanos, de concurso público com salários dignos, de plano de cargos, carreira e vencimentos e péssimas condições de trabalho. A questão da Atenção Primária também se complicou, já que muitos programas de saúde, como por exemplo, de diabetes, hipertensão e tuberculose, estão sendo fechados para abrir Clínicas da Família, sendo que um não substitui o outro, eles se completam. O planejamento é importante para avaliarmos de que forma vamos atuar. Acredito que evoluímos em relação às propostas”, concluiu Sidnei Ferreira.