CRM participa Caminhada Rosa pela prevenção do câncer de mama

21/10/2014


O CREMERJ apoiou e participou da caminhada de 1,5 quilômetro realizada na orla da Barra da Tijuca nesse domingo, 19, Dia Internacional da Prevenção do Câncer de Mama. O evento, organizado pela Associação Médica da Barra, Recreio e Adjacências (Amebarra) e a regional Rio de Janeiro da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM-RJ), visou reforçar a importância do exame de mamografia a partir dos 40 anos. 

A caminhada, que reuniu cerca de 500 pessoas e mais de 40 médicos, integrou a programação do chamado Outubro Rosa, movimento mundial que tem o objetivo de alertar as mulheres sobre a importância da prevenção do câncer de mama. A iniciativa alerta sobre a importância de as mulheres acima de 40 anos visitarem regularmente o mastologista  e realizarem a mamografia anualmente. 

A caminhada reuniu mulheres de todas as idades e familiares que já passaram pelo problema, além de apoiadores da causa e de membros de entidades da sociedade civil. 

Conforme estimativas do governo federal, somente em 2014 a previsão é de que ocorram mais de 57 mil novos casos da doença no Brasil, com mais de 12 mil mortes, sendo a neoplasia maligna a que mais acomete as mulheres no Brasil. 

O conselheiro do CREMERJ e presidente da Amebarra, Armindo Fernando da Costa, destacou que o diagnóstico precoce pode elevar as chances de cura em até 95%. 

“A mamografia é o exame mais preciso e essencial para a mulher acima dos 40 anos. E o lema da nossa caminhada é “a vida começa aos 40”, ressaltando a necessidade desse método para o diagnóstico precoce do câncer de mama”, afirmou. 

Ele lembrou que o movimento também era uma manifestação contra a portaria  1.253/13 do Ministério da Saúde, que estabelece que a mamografia pode ser realizada no Sistema Único de Saúde apenas por mulheres com mais de 50 anos, com limite até os 69 anos, somente unilateralmente e de dois anos em dois anos. 

“Essa portaria contraria a maioria dos mastologistas e dos estudos da área e impede que as mulheres tenham acesso o um diagnóstico precoce. Além disso, a mamografia é um exame que exige a comparação das duas mamas, não há como selecionar um dos lados para examinar. A lesão, muitas vezes, não é palpável. Aguardar que o tumor cresça para definir a mama que será examinada é inadmissível. Isso significa que a mamografia unilateral reduz pela metade o número de casos diagnosticados. Sem falar da restrição da idade. Embora menor do que entre os 50 e 70 anos, existe um número significativo, sim, de casos de câncer antes dos 40 anos e depois dos 69. O Ministério da Saúde está tirando o direito à saúde e a chance dessas mulheres de terem a sua vida preservada. Ou seja, essa portaria é um verdadeiro absurdo”, salientou o conselheiro.

Os diretores da Amebarra Beatriz Costa e Luiz Ferreira Santana informaram que foram distribuídas 10 mil cartilhas com orientações sobre autoexame, mamografia anual, atividade física regular e dieta balanceada. Houve ainda distribuição de camisetas, panfletos e bandanas.

O primeiro-secretário da SBM-RJ, Alexandre Villela, também participou do evento. O encontro contou ainda com o apoio da Associação de Ginecologia e Obstetrícia do Rio de Janeiro (Sgorj) e da Comissão de Direito Médico e da Saúde da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-Barra).