CREMERJ assina ato que estende licença-maternidade na entidade

20/05/2014


O presidente do CREMERJ, Sidnei Ferreira, assinou o ato administrativo nº 001/2014, que prorroga o período de licença-maternidade das funcionárias do Conselho para 180 dias, nesta terça-feira, 20, na sede da entidade. A solenidade contou com a presença dos presidentes da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e da Sociedade de Pediatria do Estado do Rio de Janeiro (Soperj), Eduardo Vaz e Edson Liberal, respectivamente. 

Sidnei Ferreira, que também é pediatra e mantém a sua atuação no Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira da Universidade Federal do Rio de Janeiro, ressaltou que, mundialmente, os médicos reconhecem a importância da presença da mãe nessa fase crucial do crescimento e do desenvolvimento da criança.

“No CREMERJ, há um grande número de profissionais mulheres. Então, a decisão da assinatura desse ato aconteceu naturalmente. Esse é um passo fundamental e estamos felizes por isso”, afirmou Sidnei.

Segundo o presidente da SBP, milhares de crianças e famílias se beneficiam da extensão do prazo dessa licença – que foi originada por um projeto de lei da própria sociedade, em parceria com a senadora Patrícia Saboya.

“Os seis primeiros meses são insubstituíveis para o crescimento e para o desenvolvimento do bebê, para o fortalecimento do vínculo afetivo entre mulher e o filho e para o aleitamento materno exclusivo, conforme recomendamos”, destacou Eduardo Vaz.

A médica fiscal do CREMERJ Simone Assalie, grávida de 9 meses, será primeira a usufruir do benefício. Durante a solenidade, Simone demonstrou alegria com a prorrogação da licença.

“Eu só tenho a agradecer como médica e como mãe por essa oportunidade de poder ficar com meu filho e amamentá-lo por seis meses. Essa iniciativa do Conselho é pioneira e mostra que a entidade segue as orientações da Organização Mundial de Saúde e da SBP”, disse Simone, que será mãe de Rafael. 
A funcionária administrativa do Conselho Vanessa Eleotério, grávida de sete meses, também recebeu a notícia com alegria.

“A Helena será minha primeira filha, quanto mais eu puder dedicar o meu tempo de forma exclusiva para ela, será melhor. Com seis meses, o bebê já está mais firme e eu mais segura para retomar a minha rotina profissional. Estava preocupada, programando como faria após os quatro meses. Essa notícia foi ótima, me trouxe tranquilidade”, revelou.

Para o pediatra e vice-presidente do CREMERJ, Nelson Nahon, o primeiro semestre de vida do bebê exige bastante atenção e pode ser decisivo para que a criança se desenvolva de forma mais saudável.

“Se a mãe estiver presente, exclusivamente, na vida da criança por um tempo maior, o aleitamento materno até os seis meses será a única fonte de alimento do bebê, o que comprovadamente representa mais saúde para a criança e para a mãe”, acrescentou Nahon.

Os dois meses extras – além dos quatro constitucionais – são opcionais para as mulheres e para as empresas, que podem solicitar o ressarcimento dos custos extras ao governo.

Os seis meses de licença valem para o funcionalismo federal e para as servidoras de Estados e municípios, dependendo da decisão de cada gestão. As empresas privadas também vêm aderindo à prorrogação da licença-maternidade.

“Fazemos uma campanha pela adesão e é muito bom contar com o apoio e com o exemplo do CREMERJ”, concluiu Edson Liberal.