Médicos e entidades debatem solução para Santa Casa

02/11/2013


O CREMERJ se reuniu com médicos e chefes dos setores do Hospital Geral Santa Casa da Misericórdia, nessa quinta-feira, 31, para discutir propostas e ações que visam à reabertura da instituição. A unidade foi interditada, no dia 9 de outubro, após inspeção da Vigilância Sanitária Estadual. Com a interdição, vários pacientes não puderam dar continuidade ou iniciar a tratamentos importantes, como a quimioterapia.

Entre os problemas apontados estão: fechamento das enfermarias, dos consultórios, da sala de cirurgia e da sala de esterilização. O provedor da instituição, Dahas Zarur, também está afastado do cargo desde 29 de agosto, em função de uma operação da Delegacia Fazendária (Delfaz) em conjunto com o Ministério Público (MP).

Na reunião, médicos da Santa Casa, CREMERJ, Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro (Sinmed-RJ) e Academia Nacional de Medicina (ANM) defenderam a vinculação da unidade ao Sistema Nacional de Saúde (SUS) como um dos principais caminhos para resolver a crise na instituição com controle social. Além disso, a postura da Vigilância Sanitária de interditar todo o hospital, ao invés de dar um prazo para que os problemas dos setores fossem resolvidos, foi criticada por todos.

Por outro lado, a proposta do governo de que os profissionais da Santa Casa fossem pagos e contratados por Organização Social (OS) foi rejeitada por unanimidade pelos 41 chefes dos serviços. Após analisar detalhadamente o documento, os colegas consideraram inaceitável a gestão por OS.

"O governo prefere terceirizar, demonstrando incompetência para resolver os problemas na saúde pública. Temos vários exemplos do que acontece quando é implantada uma OS, como por exemplo, as UPAs, que enfrentam graves problemas há muito tempo. A solução para a Santa Casa é passar para o SUS, ter direito a verbas federais, com fiscalização e controle social", afirmou o presidente do CREMERJ, Sidnei Ferreira.

Para dar continuidade à luta em defesa da Santa Casa da Misericórdia, agendou-se uma nova reunião para a próxima quarta-feira, 6, quando os chefes dos setores irão apresentar um relatório sobre a situação das suas áreas. Além disso, a bancada de parlamentares ligada à unidade, os pacientes e as sociedades de especialidades serão convidadas para aderirem ao movimento.

Além de Sidnei Ferreira, médicos e chefes de setores da Santa Casa, o encontro contou com a participação dos conselheiros Luís Fernando Moraes e Kássie Cargnin; do presidente da ANM, Pietro Novellino; e do presidente do Sinmed-RJ, Jorge Darze.