Ameaça de alunos serem jubilados na Gama Filho continua

03/09/2013


Depois de ameaçar jubilar os alunos que não desocuparem a reitoria, a diretoria da Gama Filho contratou dois seguranças que, desde a manhã desta terça-feira, 3, estão impedindo que os estudantes que saírem para buscar mantimentos ou fazer revezamento retornem à reitoria. A intenção é acabar com o movimento dos alunos contra a mantenedora Galileo Educacional, que tem cometido uma série de irregularidades desde que assumiu a gestão.

Na segunda-feira, 2, o reitor Cármine Antônio Savino Filho emitiu um comunicado à comunidade acadêmica, informando que se a desocupação não fosse realizada ontem, que hoje haveria uma reunião com integrantes da reitoria para proceder instauração de inquérito indisciplinar, com penalidades como a expulsão.

Para o CREMERJ, a atitude da reitoria é completamente absurda, já que os alunos têm realizado um movimento pacífico e reivindicado apenas a normalidade dos cursos. Os alunos de medicina, por exemplo, estavam pagando a mensalidade, mas não tinham aulas nem hospital-escola. Após várias tentativas frustradas de um acordo, os estudantes decidiram ocupar a reitoria, onde estão há mais de 50 dias.

"O que vemos é um descaso completo com os nossos estudantes. Como o governo diz que vai ampliar o número de vagas dos cursos de medicina, se não consegue gerir os que estão abertos? Dizem que faltam médicos, mas não cuidam dos estudantes que querem se formar no próprio país. O CREMERJ vai continuar ao lado dos alunos da Gama Filho, dando total apoio no que for preciso para impedir esse acontecimento", declarou a presidente da entidade, Márcia Rosa de Araujo.

O CREMERJ tem apoiado os alunos da Gama Filho desde o início do movimento, participando de inúmeras reuniões e de audiências, além de oferecer suporte para que representantes da universidade fossem a Brasília expor à situação para o Ministério da Educação e parlamentares. A entidade também contratou dois vigias para garantir a segurança dos estudantes. Entretanto, desde ontem, os seguranças foram impedidos de permanecer no local.

Além da saída da Galileo Educacional da universidade, os estudantes querem um ensino de qualidade e a apresentação de um relatório financeiro da instituição dos anos 2012 e 2013. Exigem também a garantia da ampliação de segurança no campus e nos arredores e a confirmação da manutenção dos convênios para aulas práticas.