Serviço de transplantes é reaberto no HGB

26/04/2013


Em visita nesta sexta-feira, 26, ao Hospital Federal de Bonsucesso (HGB) para convocar os médicos para o ato público em defesa da saúde e pela valorização da categoria que acontecerá na segunda-feira, 29, o CREMERJ constatou a grande satisfação dos médicos com a retomada dos serviços de transplantes de rins e fígado na unidade. Cerca de 21 profissionais foram credenciados para integrar a equipe médica e reabrir o setor, paralisado em novembro de 2012, por causa da falta de recursos humanos.

“Essa foi uma grande vitória. Acompanhamos a angústia dos médicos e da população e trabalhamos juntos pela reativação do setor e por melhorias na unidade, principalmente na emergência. Não somos contra a abertura de novos serviços de transplante, mas sim contra o fechamento desse setor no HGB, que é referência há anos no procedimento”, declarou a presidente do CREMERJ, Márcia Rosa de Araujo.

O presidente da Associação de Movimentos dos Renais Vivos e Transplantados do Estado do Rio de Janeiro (Amorvit-RJ), Roque da Silva, acompanhou a visita do CREMERJ e falou sobre a questão dos transplantes. Ele também elogiou a iniciativa do Conselho, que se reuniu com autoridades para exigir a reativação dos procedimentos no HGB. “Essa aliança do CREMERJ com a população foi fundamental para reverter a situação no Hospital de Bonsucesso.”

Apesar dessa conquista, Márcia Rosa e os conselheiros Pablo Vazquez, Serafim Borges e Armindo Fernando da Costa, além de membros da Comissão de Ética Médica do HGB e do corpo clínico, constataram a deficiência de recursos humanos em vários segmentos do hospital. Durante ida à emergência, eles verificaram que o setor ainda está funcionando em contêiner e que o problema da superlotação continua. No momento da visita, havia 41 pacientes no local e apenas dois clínicos para prestar atendimento.

O CREMERJ também passou pelos serviços de cardiologia, pediatria, endocrinologia, clínica médica, nefrologia e centro cirúrgico. Na pediatria, por exemplo, há dois pediatras, sendo que o ideal é ter no mínimo cinco.

Na manifestação programada para a segunda-feira, 29, no Centro do Rio, os médicos irão reivindicar: piso salarial de acordo com a Fenam (R$ 10.412,00), concursos públicos, qualidade da residência médica, correção da gratificação prometida pelo Ministério da Saúde aos médicos federais, além de outras medidas. Os médicos do HGB apoiaram a campanha.

“Estamos vivendo o caos na saúde pública. Só vemos médicos sobrecarregados, falta de recursos humanos, obras inacabadas e fechamento de serviços. Não há resolução para os problemas. A medicina está sendo desvalorizada e vamos protestar porque não aceitamos isso”, afirmou Márcia Rosa.