CRM apoia modelo para novos cursos, mas com ressalvas

08/02/2013



O CREMERJ avalia positivamente o novo modelo apontado pelo MEC para abertura de cursos de medicina em faculdades federais e particulares no país, no qual o próprio ministério define o número de vagas e os municípios onde os cursos serão abertos. Entretanto, o Conselho faz ressalvas às condições de ensino e trabalho.
 
Com o estímulo à formação e à residência médica onde há carência de profissionais, estes podem fixar-se nestes locais e atender melhor as populações que sofrem com a baixa qualidade nos serviços de saúde. Além disso, é importante que a instituição selecionada atenda a exigências como a de oferecer no mínimo três programas de residência médica em especialidades definidas como prioritárias para a região e hospital com mais de 100 leitos exclusivos para o curso.
 
Mas o Conselho destaca que as exigências do Ministério da Educação, que prevê a criação de cerca de 6 mil vagas, não são suficientes para resolver os problemas relacionados à carência de médicos no país. O CREMERJ demonstra preocupação com a qualidade da formação de novos profissionais, com as condições de trabalho oferecidas nos hospitais, clínicas e postos de atendimento, além da falta de salários dignos para a categoria. “Não adianta mudar os critérios de criação de cursos e formar novos médicos sem que estes tenham, desde a residência, boas condições de trabalho. É necessário investir em infraestrutura para atender os pacientes e em concursos públicos que garantam salários decentes”, aponta o conselheiro Luís Fernando Moraes.