CREMERJ participa de reunião no Senado MP sobre Revalida

26/09/2019


Nesta terça-feira, dia 24 de setembro, na Comissão do Senado Federal, em Brasília, o Presidente do CREMERJ Sylvio Provenzano e o Conselheiro e Tesoureiro Flavio de Sá Ribeiro participaram de reunião prévia à votação do relatório da MP com parlamentares e representantes de entidades médicas, abordando vários assuntos da área médica, principalmente sobre o Revalida.

A intervenção do Presidente do CREMERJ, Sylvio Provenzano durante audiência pública da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado Federal foi fundamental para a defesa dos médicos, legitimamente reconhecidos pelos CRMs do país.

“Algumas coisas não têm como serem negociadas. Uma delas é a segurança da assistência médica. Nós permitimos que o profissional valide o diploma aqui. E isto não tem como negociar. Ou o indivíduo tem a capacitação necessária para exercer a Medicina com a segurança que me permita deixar minha esposa e filha saírem de casa e saber que qualquer um que as atenda vai dar a assistência mínima adequada numa urgência ou não tem como. E o que nós percebemos é que são profissionais que não têm esta capacitação.

Hoje, no Rio de Janeiro, nós recebemos, em média, algo que varia de 25 a 35 denúncias de mau atendimento por dia. Com as escolas que estão autorizando funcionar, e que pelo visto, vão aumentar mais, eu creio que este número de denúncias vai aumentar. E há quem pergunte o que nós fazemos no Conselho de Medicina. Julgamos médicos a maior parte do tempo! Ainda, semana passada, cassamos uma médica. Uma prova clara e inequívoca de quanto não somos corporativistas. E dizem que nós viemos aqui com uma pretensa reserva de mercado. Não! A preocupação é com a qualidade da assistência. Isso, sim.

Eu fico feliz de ver que tenho aqui, junto a nós, diversas associações médicas representadas, como a Associação Médica Brasileira, do Presidente Lincoln Lopes Ferreira, o Conselho Federal de Medicina, do Presidente Carlos Vital, diversos Conselhos Regionais de Medicina e seus Presidentes, a Federação Nacional dos Médicos, que vieram aqui dizer: - Estamos juntos! Mas, estamos juntos, principalmente, temendo pelo futuro da assistência médica no Brasil! Porque o presente, hoje não a recomenda muito! Hoje, o mea culpa é de que fazemos uma assistência médica de qualidade sofrível! A gente quer melhorar, mas estamos com medo que ela venha a piorar! Imagine se nós fossemos um país sério! Quando colocam estas emendas todas num projeto de lei fantástico, que foi um avanço que o ministro Mandetta nos trouxe, e nos encheu de esperança naquele momento, eu tenho a impressão que são indivíduos que dizem: - Eu não vim aqui pra contribuir. Eu vim para confundir! Estas emendas nos parecem ser mais uma forma de confundir o que não era excepcional, o que não era ótimo, o que não era bom, poderia melhorar, mas as fizeram para piorar o que poderia ser muito melhor, finalizou Sylvio Provenzano”.