Mudanças no ensino médico são discutidas em fórum do CREMERJ

30/06/2015


A 4ª edição do Fórum CREMERJ e Ensino Médico – Desafios e Conquistas, realizado pela Comissão de Ensino Médico do Conselho, nessa quinta-feira, 25, no auditório Júlio Sanderson, abordou as mudanças que podem afetar o ensino médico. O evento, feito em parceria com a Regional da Associação Brasileira de Educação Médica do Rio de Janeiro e do Espírito Santo (Abem RJ/ES), discutiu assuntos como o Teste de Progresso, o “Programa Mais Médicos” e as novas diretrizes curriculares.
 
Participaram da mesa de abertura o presidente do CREMERJ, Pablo Vazquez; a coordenadora da comissão, Vera Fonseca; a coordenadora regional e o diretor executivo da Abem RJ/ES, Claudia Midão e Francisco Barbosa, respectivamente. 
 
Em seu discurso, Vera Fonseca destacou a importância do fórum, por tratar de temas que irão influenciar na formação de novos médicos no país.

“Nossa comissão, criada com pessoas ligadas às instituições de ensino do Estado, entende que o assunto deve ser amplamente debatido, para que possamos levar ao Governo propostas e soluções”, salientou.
 
Já o presidente do CREMERJ chamou atenção para a Lei 12.871/2013, que institui o “Programa Mais Médicos”.

“O terceiro capítulo dessa lei trata da formação médica no Brasil. Ela garante uma vaga de residência médica para cada egresso de faculdade de medicina e profissionaliza os preceptores. Essas mudanças trarão impacto na educação médica", destacou.
 
Pablo Vazquez também informou que o fórum de ensino médico da Regional Sudeste irá acontecer no dia 10 de agosto, antecedendo o VI Fórum Nacional, nos dias 27 e 28 de agosto.
 
Na ocasião, foi prestada uma homenagem, através de um minuto de silêncio, ao conselheiro Armando de Oliveira e Silva, que faleceu no dia 24 de junho. 
 
A primeira apresentação ficou a cargo de Claudia Midão, que também faz parte da comissão de ensino médico do CREMERJ, e teve como tema o Teste de Progresso de 2014 e seus resultados. Ela apresentou características e dados da última edição e demonstrou como funciona a aplicação do exame. Ela ainda ressaltou que a 3ª edição do teste acontecerá no segundo semestre desse ano.
 
De acordo com Claudia Midão, um questionário eletrônico será enviado para coordenadores e professores das instituições de ensino para que seja criado um registro sobre o ensino no Estado, tendo assim dados mais reais sobre a situação das escolas médicas do Rio.
 
"O fórum é de uma importância enorme diante do momento que vivemos, pois tais mudanças irão afetar diretamente o ensino no país, devemos estar preparados para participarmos ativamente desse processo", disse.
 
Já Francisco Barbosa apresentou a palestra “Novas diretrizes do MEC: como nos adaptarmos?”, em que mostrou um panorama sobre a construção das novas normas do Ministério, além de suas dificuldades e contradições. Ele ainda ressaltou que o objetivo da Abem tem sido lutar pela qualidade da educação médica no país e que é preciso que os estudantes estejam ativamente envolvidos no debate, pois as mudanças irão influenciar na trajetória deles.
 
A presidente da Comissão de Residência Médica do Rio de Janeiro, Suzana Maciel, explanou sobre as mudanças na residência que virão com a Lei do “Programa Mais Médicos”.  Segundo ela, não foram demonstrados dados concretos para presumir que as mudanças previstas pela lei sejam viáveis dentro do prazo previsto. “Existem pontos que ainda precisam ser discutidos e artigos na lei que deixam brechas para interpretações”, frisou.
 
A última palestra da noite foi a do delegado regional da Abem RJ/ES, Lino Sieiro Netto, que falou sobre o 53º Congresso Brasileiro de Educação Médica (Cobem), que acontece no Centro de Convenções Sul América, nos dias 7 a 10 de novembro. O evento, que é organizado pela Abem RJ/ES e pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), abordará o tema "Educação Médica e Cuidados na Saúde: Uma Rede em Movimento".