CREMERJ inicia debate sobre reforma política no país

08/04/2015


O corpo de conselheiros do CREMERJ se reuniu, em plenária, nessa segunda-feira, 6, para iniciar um debate sobre a reforma política no país. O encontro contou com a presença do presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Carlos Vital, e da deputada federal Jandira Feghali. O CREMERJ tomou essa iniciativa por considerar que a reforma política deve ser tratada com seriedade e por ela ser fundamental para o fortalecimento da democracia no Brasil.

Mas para que isso ocorra, segundo o presidente do CREMERJ, Pablo Vazquez, é necessário que o tema seja amplamente discutido com a população.

“É fundamental o combate à corrupção, pois é por causa dela que recursos importantes para a educação e saúde pública são desviados. A reforma política poderá contribuir com a diminuição desses casos, da mesma forma que outras reformas e ações do Poder Judiciário, policial e de fiscalização poderão fortalecer isso. A sociedade não pode ficar de fora dessa discussão, porque é a principal interessada nesse assunto”, declarou Pablo Vazquez.

A deputada Jandira Feghali afirmou que as campanhas eleitorais estão cada vez mais caras em função da interferência do poder econômico e que isso tem ajudado a eleger parlamentares comprometidos com os grupos econômicos que os apoiaram, mas que estão cada vez mais distantes dos interesses populares.

Para corrigir essa distorção, Jandira Feghali defende o fim do financiamento privado das campanhas. Ela também frisou a importância da escolha de uma forma eleitoral que valorize o parlamentar com voto de opinião ao invés dos clientelistas.

Já Carlos Vital considerou o debate relevante e se comprometeu a estimular o debate no CFM e nos Conselhos Regionais de Medicina.

A conselheira do CREMERJ Márcia Rosa de Araujo disse estar preocupada com atitudes que o deputado Eduardo Cunha vem tendo na Câmara, entre elas, a de querer aprovar o projeto de reforma política em maio – sem que haja tempo hábil para a população debatê-lo. Na proposta de Eduardo Cunha, no entanto, está o apoio ao financiamento privado das campanhas, além de outras sugestões, que tendem a piorar os casos de corrupção no Brasil.

O CREMERJ dará prosseguimento a essa discussão, tendo esta sido a primeira de um ciclo de debates que o Conselho promoverá ao longo deste ano. Os próximos encontros contarão com a presença de entidades convidadas para também expressar suas opiniões.