CREMERJ repudia declarações do prefeito de São João de Meriti

27/03/2015


O CREMERJ repudia as declarações do prefeito de São João de Meriti, Sandro Matos, em matéria divulgada pela imprensa nessa quinta-feira, 26. Na reportagem, ele afirma que demitiu alguns médicos na tentativa de eliminar as vagas em excesso.
 
Enquanto ele diz que havia excesso de médicos, em novembro de 2014, a única UPA da cidade, Jardim Íris, foi fechada por falta de repasse financeiro da prefeitura. O fechamento da UPA, que o prefeito diz que reabrirá nos próximos meses, foi comprovado pelo CREMERJ após fiscalização. Na época, o Conselho recebeu denúncias de funcionamento precário da unidade e de que a prefeitura estava atrasando o pagamento dos funcionários.
 
Para o vice-presidente do CREMERJ, Nelson Nahon, que esteve no local, a situação do fechamento é extremamente grave, porque todo o Rio de Janeiro, com destaque para a região da Baixada Fluminense, sofre com a falta de unidades de saúde.
 
“É lamentável que o prefeito esteja preocupado em ofender os médicos em vez de pagar os salários em dia e de garantir uma saúde de qualidade para a população. O CREMERJ considera extremamente grave o fechamento de serviços e de unidades. Ele diz que vai reabrir, esperamos que isso realmente aconteça e que ele passe a respeitar o trabalho médico e os profissionais que atuam na sua região”, afirmou Nelson Nahon, completando que, na saúde pública, a atenção primária – postos de saúde e o programa de saúde da família – é fundamental. “São João de Meriti tem uma cobertura de 25%, que é um índice muito baixo. O município não tem hospital público nem maternidade de baixo risco”.

Resposta do CREMERJ é publicada na imprensa
A nota acima foi publicada pelo Jornal Extra nesta sexta-feira, 27. Para conferir na íntegra, clique aqui!