CREMERJ se reúne com secretário estadual de Segurança

09/10/2014


O presidente do CREMERJ, Sidnei Ferreira, e o diretor Pablo Vazquez participaram de uma reunião com o secretário de Estado de Segurança do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, nessa terça-feira, 7. O encontro também contou com a presença do chefe do Estado-Maior Geral Operacional da Polícia Militar, coronel Paulo Henrique de Moraes, e do delegado da subchefia operacional da Polícia Civil, Tarcísio Jansen. Na ocasião, o Conselho apresentou vários casos de denúncias de médicos que sofreram agressões ou ameaças nas suas unidades de trabalho e pediu uma solução para esse problema.

Para Beltrame, poderia ser adotada a mesma medida que vem sendo praticada nas escolas para garantir a segurança de professores e alunos.

“As Secretarias Estadual e Municipal de Saúde poderiam fazer um acordo com a Secretaria de Segurança para utilizar os policiais fora do seu horário de trabalho”, sugeriu.

Segundo o secretário, também é possível designar um patrulhamento para passar nas regiões das unidades de saúde. No entanto, não há possibilidade de colocar uma dupla de policiais em cada local.

De acordo com o presidente do CREMERJ, as providências pedidas são para proteger o trabalho do médico, dos funcionários e dos pacientes. Além disso, Sidnei Ferreira lembrou que não é a primeira vez que o CREMERJ recorre à Secretaria de Segurança pelo mesmo motivo.

“Relatamos esses casos porque estamos preocupados com o que tem acontecido nas unidades de saúde. Muitos médicos estão inseguros de irem para seus locais de trabalho. Vamos novamente reiterar essa questão com as Secretarias de Saúde para que elas averiguem como é feito nas escolas, com o objetivo de implementar esse modelo ou outro parecido também nas unidades de saúde”, afirmou Sidnei Ferreira.

Além disso, o coronel Paulo Henrique de Moraes e o delegado Tarcísio Jansen frisaram que medidas simples podem reduzir a violência nas unidades de saúde, como o controle do fluxo de entrada e saída de pessoas, através de identificação, e a instalação de câmeras.

Para o diretor do CREMERJ Pablo Vazquez, é importante que o médico tenha segurança e tranquilidade para exercer a medicina.

“O que queremos é que o médico realize o seu trabalho com dignidade, com segurança e em paz, já que existem tantos problemas graves, como os baixos salários e as péssimas condições de trabalho. Enfrentar ainda a falta de segurança é inadmissível”, concluiu.