Pediatras do Hospital de Bonsucesso se reúnem mais uma vez

28/08/2014


Em reunião realizada nesta quarta-feira, 27, com representantes do CREMERJ e do Sinmed-RJ, médicos do serviço de pediatria do Hospital Federal de Bonsucesso (HFB) apresentaram um documento, que será encaminhado à direção da unidade, mostrando as dificuldades e as soluções propostas pelos colegas para resolver o problema da falta de pediatras nas emergências e enfermarias.
 
Outras ações deliberadas na ocasião foram a realização de um ato público em frente ao hospital, em razão da permanência da emergência em um contêiner por quatros anos, e uma reunião no Núcleo do Ministério da Saúde no Rio de Janeiro (Nerj). Além disso, será avaliada com a Comissão de Ética Médica do hospital a possibilidade de a gestão ser responsabilizada pela falta de material, de insumos básicos e de recursos humanos. 
 
Para suprir a carência no serviço de pediatria, os colegas propuseram a união das equipes da emergência e das enfermarias e o fechamento da porta aberta da emergência. Eles reivindicam também a contratação dos pediatras aprovados no concurso de 2010 do Nerj.
 
“A emergência pediátrica atende em média 57 pacientes por dia, cerca de 400 por semana. As enfermarias trabalham com um número reduzido de plantonistas, às vezes, um por dia. Com o fechamento da porta aberta da emergência, poderíamos priorizar os pacientes já acompanhados no hospital”, defendeu o chefe do serviço de pediatria, Giuseppe Santa Lucia.
 
O diretor do CREMERJ Gil Simões colocou o Conselho à disposição dos colegas e destacou que durante a fiscalização, realizada em 21 de agosto, no serviço de pediatria, ficou claramente comprovada a falta de recursos humanos e a existência de pacientes graves internados.
 
“Nesse mesmo dia, fiscalizamos também a emergência do hospital por solicitação do Ministério Público Federal, e verificamos que o setor  continua um caos, com os mesmos problemas já relatados anteriormente ao MPF”, disse o conselheiro.
 
“A situação é muito grave. Querem transformar os hospitais do Ministério da Saúde em emergência. O Cardoso Fontes, por exemplo, também sofre demais, principalmente em função de sua localização. Já o Andaraí está até hoje sem diretor. O problema é muito complexo. Temos que lutar e aproveitar o momento eleitoral para frear esse processo, que desqualifica o atendimento no SUS, enfraquece a residência e prejudica a população”, afirmou o diretor do CREMERJ Pablo Vazquez, que também participou da reunião. 
 
O encontro contou ainda com o conselheiro do CREMERJ Armindo Fernando da Costa  e com o diretor do Sinmed-RJ Júlio Noronha.