Amma promove no CREMERJ a XIV Semana da Mulher

27/08/2014



A Associação Médica de Madureira e Adjacências (Amma) promoveu nesse sábado, 23, na sede do CREMERJ, a sua XIV Semana da Mulher. A iniciativa teve o objetivo de ressaltar a importância da mulher, aproximar os associados e mantê-los atualizados sobre temas científicos contemporâneos, como destacou a ginecologista, obstetra e perita médica Doris Zogahib, empossada em fevereiro na presidência da entidade para o biênio 2014-2016.

Foram realizadas duas palestras na ocasião: “Câncer de mama: abordagem atual pelos métodos de imagem”, proferida pela radiologista Ana Cláudia Rodrigues; e “Atualização em Imunização”, apresentada pela responsável técnica pelo Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (Crie), Tânia Cristina Petraglia.

O presidente do CREMERJ, Sidnei Ferreira, informou sobre os esforços que o Conselho vem empreendendo junto às sociedades de especialidade e demais entidades médicas para melhorar a qualidade de atendimento à população e a remuneração dos médicos, além das condições de trabalho nas saúdes pública e suplementar.  

Foi lembrado que o Conselho tem trabalhado diuturnamente, inclusive recorrendo a todas as instâncias – como os Ministérios Públicos Federal e Estadual, e os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário –, para tentar resolver as questões que afligem os médicos e a população.

“Estamos atentos e muita coisa está sendo feita. Precisamos mostrar que a medicina está viva, que praticamos medicina de qualidade reconhecida internacionalmente e que não aceitamos desrespeito à nossa profissão, como vem ocorrendo. A situação só não está pior porque os médicos têm sustentado o sistema, que não ruiu graças à essa dedicação e luta. Não podemos generalizar as denúncias, mas temos que mostrar o que acontece e exigir soluções”, afirmou.  

A presidente da Amma criticou o fato de profissionais de outras áreas praticarem o ato médico, pois não têm formação, não acompanham a realidade do setor e não têm compromisso com o que a medicina se propõe. “Sofremos interferências de pessoas que são guiadas apenas por questões políticas e econômicas”, disse.

Em sua palestra, a radiologista Ana Cláudia Rodrigues salientou a necessidade de integração das diversas especialidades. É preciso, segundo ela, conhecer as modalidades de exame, saber indicar o mais adequado a cada caso e trocar ideias com outros profissionais, para que não haja perda de tempo na ofensiva ao câncer de mama.

“O médico não pode trabalhar isolado dentro da sua especialidade. São muitas tecnologias e informações novas. A paciente também demanda muita informação do médico sobre novas técnicas e exames. É preciso estar bem entrosado à especialidade de imagem, à ginecologia, à mastologia e à patologia, para fazer um atendimento integrado e oferecer ao paciente o que há de melhor em termos de modalidade”, frisou.

A palestrante apresentou os diferentes métodos de imagens para rastreamento do câncer de mama. Foi destacado, por exemplo, que a mamografia, apesar de possuir excelente papel nessa função, apresenta falhas em pacientes jovens com mamas com muito tecido glandular. Nesses casos, o mais recomendado é a ressonância magnética.  

O ultrassom tem papel importante, porém secundário, não servindo para fazer, isoladamente, o rastreamento. Segundo ela, o rastreamento mamográfico deve começar aos 40 anos, devendo depois ser refeito anualmente. Se houver histórico familiar, o rastreamento deve começar dez anos antes de a doença ter se manifestado no familiar.

A sensibilização para a importância da imunização, não apenas no âmbito da pediatria, mas também das demais especialidades, foi a mensagem principal da palestra “Atualização em Imunização”, proferida por Tânia Cristina Petraglia.

A expositora destacou que toda a população tem direito à imunização em geral, seja qual for a idade e situação financeira da pessoa. A vacinação, segundo ela, não deve ser dada apenas como prevenção. “Os diabéticos, pneumopatas, cardiopatas graves, portadores de doenças reumatológicas, entre outras várias patologias, devem vacinar-se para evitar complicações”, destacou, ao mesmo tempo em que elogiava o trabalho oficial de vacinação pública.

A palestrante também observou que a vacina não oferecida gratuitamente pela rede pública deve ser recomendada mesmo que o paciente não aparente condições econômicas para adquiri-la.

“Nosso papel é informar. A pessoa tem o direito de saber que existe a vacina e decidir se irá tomar na rede pública ou pagar por isso. Nos dias de hoje, com a judicialização de tudo, o médico que não recomenda uma vacina meningocócica, por exemplo, está correndo sérios riscos", pontuou.

A palestrante orientou os médicos a acessarem o calendário de vacinações disponível no site da Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim): www.sbim.org.br/vacinacao/

A mesa de abertura foi composta pela presidente e a vice-presidente da Amma, Doris Zogahib e Maria da Conceição Bedim, respectivamente; o diretor do CREMERJ Pablo Vazquez; o presidente da Associação Médica do Estado do Rio de Janeiro (Somerj), conselheiro José Ramon Blanco; a diretora da Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia do Rio de Janeiro (Sgorj) Nilcea Neder; e os diretores da Amma Iracema Pacífico e Armindo Fernando da Costa.  

Em agradecimento pelo apoio prestado à Amma, a direção da entidade entregou placas e buquês de rosas à superintendente médica da Unimed-Rio, Ana Maria Mola; e ao diretor da Oncologia DOr, Paulo Sérgio Perelson.

Estiveram também presentes os conselheiros Nelson Nahon, Márcia Rosa de Araujo e Marília de Abreu.

 

Na foto: Iracema Pacífico, Pablo Vazquez, José Ramon Blanco,
Doris Zogahib,  Nilcea Neder e Armindo Fernando da Costa