Situação da radioterapia no Rio é debatida no CREMERJ

01/07/2014


A Câmara Técnica de Oncologia do CREMERJ debateu o funcionamento do serviço de radioterapia nos hospitais federais do Rio de Janeiro, em reunião nesta segunda-feira, 16. De acordo com membros da câmara técnica, a grande fila das unidades federais se tornou motivo de preocupação, pois não existe um planejamento para atender a todos os casos que necessitam da radioterapia.

O Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), por exemplo, é o único que não possui fila de pacientes para o tratamento, entretanto, opera no seu limite máximo de atendimento, tendo todos os horários preenchidos.

Na reunião, também foi ressaltado que 70% dos pacientes, em alguma etapa do seu tratamento, precisarão da radioterapia, confirmando a importância dessa terapia para o doente. Para o diretor do Conselho Pablo Vazquez, uma das razões para a grande demanda nessas unidades é a burocracia, que impede o paciente de receber o tratamento adequado.

No Rio de Janeiro, não há um parque especializado em radioterapia, logo, o paciente que necessita desse tratamento é deslocado para outras formas de terapia, o que dificulta o diagnóstico da doença e pode resultar em sua evolução, afirmou.Vazquez também exemplificou que, em Petrópolis, não existe fila para a radioterapia. 

Mesmo com situações médico-hospitalares distintas do Rio de Janeiro, essa cidade conseguiu administrar a demanda por esse tratamento. Em função disso, muitos pacientes buscam pela radioterapia em Petrópolis, acrescentou o conselheiro.

Para orientar os médicos a respeito dessa situação, o CREMERJ realizará o Fórum de Regulamentação em Oncologia no dia 19 de setembro.