Médicos do Albert Schweitzer pedem apoio ao CREMERJ

20/05/2014


Médicos do Hospital Estadual Albert Schweitzer pediram apoio ao CREMERJ para manter o Serviço de Otorrinolaringologia aberto e para garantir a isonomia salarial, prometida pela direção da unidade quando da entrada da Organização Social (OS) que passou a gerir a unidade. Eles foram recebidos nessa quinta-feira, 15, pelo presidente do CREMERJ, Sidnei Ferreira, pelo diretor Gil Simões e pelo conselheiro Armindo Fernando da Costa.
 
De acordo com os seis otorrinos que formam a equipe, são prestados cerca de 360 atendimentos de emergência na área por mês. Entretanto, como relataram os médicos, para a direção da OS, essa demanda não justifica manter o serviço aberto. Conforme eles, o diretor do hospital os informou "que o Serviço de Otorrino seria extinto baseado em estatísticas".
 
Os colegas frisaram que apenas o Albert Schweitzer e os hospitais Municipal Souza Aguiar e Federal de Bonsucesso têm o serviço de emergência em otorrino.
 
"Faremos o que estiver ao nosso alcance para impedir que o setor seja fechado. O Hospital Albert Schweitzer é referência em uma região da cidade do Rio de Janeiro que tem mais de 1 milhão de habitantes", frisou o presidente do CREMERJ, Sidnei Ferreira.
 
Outra reivindicação dos colegas durante o encontro foi quanto à garantia da igualdade de vencimentos. A direção da unidade havia afirmado que os estatutários teriam seus salários equiparados aos dos fundacionistas, contudo, como a transição dos médicos ainda não foi feita, eles aguardam que o acordo seja, de fato, cumprido.
 
No momento da reunião, Sidnei Ferreira ligou para o secretário estadual de Saúde, Marcos Musafir, e explicou as questões relatadas pelos médicos. Musafir, por sua vez, respondeu que, em relação à equiparação salarial, ele aguardava um pronunciamento da Casa Civil. 

Durante a ligação, o secretário se mostrou favorável à permanência do serviço de otorrinolaringologia na unidade e ficou de avaliar outras questões levantadas por Sidnei Ferreira com relação à situação desses médicos. Ainda por telefone, Musafir frisou que considerou o assunto relevante e ficou de retornar no dia seguinte.

O encontro contou com a presença não só dos otorrinos, mas também de clínicos e pediatras do Hospital Albert Schweitzer.