Comissões de Ética estão mobilizadas para o dia 7 de abril

03/04/2014


Na esteira do sucateamento da saúde pública, o CREMERJ conclamou os integrantes das Comissões de Ética Médica a mobilizarem os colegas de trabalho, amigos e familiares para participarem do protesto nacional programado para acontecer em 7 de abril, Dia Mundial da Saúde, às 10h. A necessidade de fazer com que a voz dos médicos e da população sejam ouvidas nos gabinetes governamentais foi um dos temas que dominou a reunião da Coordenadoria das Comissões de Ética Médica (Cocem), nessa terça-feira, 1, no auditório Júlio Sanderson. 

Para organizar o movimento, o CREMERJ antecipou em uma semana a realização do encontro, tradicionalmente realizado na segunda terça-feira de cada mês. Na ocasião, o presidente do Conselho, Sidnei Ferreira, fez um relato dos esforços que a entidade vem desenvolvendo para reverter a situação grave das unidades de saúde, que incluem visitas e assembleias aos hospitais públicos, ações na esfera judicial, encontros com autoridades e reforço na divulgação de todas essas ações, tanto para a categoria como para a população.

“É fundamental realizarmos um grande evento em 7 de abril, para mostrarmos nossa força e repúdio com relação à crise da saúde pública e suplementar e reunirmos energia para as nossas lutas em 2014”, sustentou.

O presidente do CREMERJ também falou da expectativa que cerca a resposta que o Ministério da Saúde prometeu para a terça-feira, 1, às reivindicações das entidades médicas, com destaque para a questão da correção da gratificação de desempenho dos médicos federais, visto que, com a MP 568/2012, o salário da categoria ficou inferior ao dos outros profissionais de nível superior. 

A promessa foi feita em reunião realizada em Brasília, dia 26 de março, com a presença do CREMERJ, Sinmed-RJ e Fenam. A resposta do governo deve ser analisada em reunião programada para a próxima segunda-feira, 7 de abril, às 19h, na sede do Conselho. 

O conselheiro Pablo Vazquez criticou a portaria 155 do Ministério da Saúde, que permite que os leitos federais dos hospitais de referência sejam disponibilizados para as emergências do Estado. 

“A proposta é acabar com o atendimento terciário e transformar o atendimento hospitalar federal em atendimento de emergência. Fica a pergunta: com quem fica o atendimento terciário? Estamos querendo importar um modelo adotado nos Estados Unidos e que o presidente Barack Obama tenta mudar”, afirmou.

Também participaram do encontro os conselheiros Erika Reis, Serafim Borges e Armindo Fernando da Costa.