Médicos participam de assembleia preparatória para 7 de abril

27/03/2014


Médicos participaram, nessa segunda-feira, 24, da assembleia preparatória para a mobilização nacional em defesa da saúde no Dia Mundial da Saúde – 7 de abril. O encontro, promovido pelo CREMERJ e pelo Sinmed-RJ, reuniu mais de 70 médicos no auditório Júlio Sanderson, que se mostraram favoráveis ao movimento. No Rio de Janeiro, o ato público acontecerá na Cinelândia, às 10h.

A pauta de reivindicações é composta por questões relevantes para a categoria: realização de concursos públicos; salários dignos; plano de cargos, carreira e vencimentos; maior financiamento para a saúde; melhores condições de trabalho; correção da gratificação de desempenho dos médicos federais – desde a MP 568/2012, o salário da categoria ficou inferior ao dos outros profissionais de nível superior –; além de outros.

O presidente do CREMERJ, Sidnei Ferreira, chamou a atenção para o constante descaso dos gestores das três esferas de governo em relação à saúde, que vêm fechando hospitais e serviços, e motivado a privatização do setor.

“As entidades médicas têm cobrado dos gestores do Executivo medidas que gerem resultados, mas infelizmente não temos tido retorno. Temos ações correndo na Justiça, mas o tempo de espera tem sido longo. Tudo isso que está acontecendo tem prejudicado nossa categoria e, principalmente, a população que necessita de atendimento digno. Essa mobilização nacional é para mostrar nossa insatisfação e reivindicar melhorias reais”, declarou Sidnei.

O vice-presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Aloísio Tibiriçá, que também é conselheiro do CREMERJ, ressaltou que o apoio dos residentes e estudantes de medicina é fundamental. Ele informou ainda que as mobilizações do dia 7 de abril, além de defender a saúde pública, lutarão pela saúde suplementar.

“O CFM está focado no dia 7 de abril e o Rio de Janeiro é um exemplo de luta. O Mais Médicos afeta diretamente a residência médica e o internato e abre de forma indiscriminada faculdades de medicina sem supervisão. Por isso, acadêmicos e residentes devem se envolver nesse movimento. Nesse dia, vamos ainda protestar contra as arbitrariedades dos planos de saúde”, afirmou.

O presidente do Sinmed-RJ, Jorge Darze, lembrou que o CREMERJ e o sindicato têm visitado desde janeiro hospitais federais, estaduais e municipais para mobilizar os colegas para a manifestação do dia 7. Ele também falou que, em assembleia, decidiu-se pela continuidade da greve dos médicos federais e que em cada unidade está sendo formada uma comissão para comandar a greve na sua instituição.

Já o vereador Paulo Pinheiro, membro da Comissão Saúde da Câmara dos Vereadores, disse apoiar o ato público na Cinelândia. Além disso, ele citou o Plano Municipal de Saúde, que visa à formação de um complexo regulador que integre as três esferas, colocando os leitos federais sob responsabilidade do município e tirando a autonomia das chefias de serviço nas unidades, projeto oposto à opinião da categoria.

Sidnei Ferreira também comunicou que foi enviado um ofício para diretores das unidades, chefes de serviço, membros da Comissão de Residência Médica (Coreme) e Comissão de Residência Médica do Estado do Rio de Janeiro (Ceremerj) e diretores de faculdades de medicina para possibilitar a liberação dos colegas. No dia 7 de abril, haverá paralisação dos serviços eletivos até as 15h.

“Com relação à greve, cada unidade deve se organizar com comandos de greve e redobrar os cuidados nas triagens”, acrescentou.

No término, os médicos deliberaram uma nova assembleia na próxima segunda-feira, 31, às 19h30, no auditório do Sinmed-RJ, para debater detalhes do ato público.

O presidente da Associação dos Médicos Residentes do Estado do Rio de Janeiro (Amererj), Diego Puccini, também participou do encontro.