Médicos do Instituto Nacional de Cardiologia estão mobilizados

20/03/2014

 
Os médicos do Instituto Nacional de Cardiologia elegeram um comando de greve para organizar a luta na unidade e se unir ao movimento nacional. A decisão foi tomada nesta quarta-feira, 20, em assembleia realizada com representantes do CREMERJ, da Federação Nacional dos Médicos (Fenam) e do Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro (Sinmed-RJ).

A mobilização  tem como objetivo pressionar o governo federal  para pagar  à categoria a Gratificação de Desempenho da Carreira da Previdência, da Saúde e do Trabalho (GDPST), situação que se arrasta desde 2012. A suspensão do benefício, gerada pela MP 568/12, afeta diretamente cerca 50 mil colegas servidores do Ministério da Saúde e representa redução em torno de R$ 1,3 mil em seus contracheques.
No encontro, o conselheiro do CREMERJ Armindo Fernando da Costa destacou que o movimento une todas as entidades médicas contra o desmonte da saúde pública e em prol da luta médica.  A crise na saúde, conforme observou ele, afeta também o ensino médico  e o futuro do jovem médico.

"O jovem médico precisa ter ensino de qualidade e uma equipe na qual ele possa se desenvolver. Por isso, é muito importante que os estudantes de medicina, os residentes e os jovens médicos também se integrem ao movimento", disse, acrescentando a seguir que a luta não é apenas dos estatutários,  mas de todos os médicos brasileiros.

O conselheiro frisou ainda que a categoria só conseguirá pressionar o governo, a fim de conquistar a gratificação e acabar com o sucateamento  das unidades públicas de saúde,  caso esteja unida nessa luta. Com esse objetivo, ele convidou a todos a participar da Assembleia Geral dos Médicos do dia 24 de março, na sede de CREMERJ, que irá organizar a manifestação de 7 de abril, Dia Mundial da Saúde, na Cinelândia.

O presidente da Fenam, Geraldo Ferreira, que está no Rio de Janeiro esta semana especialmente para fortalecer a mobilização dos médicos federais, também destacou que a união de todos os colegas é fundamental para que a luta seja vitoriosa.

"Quem se mobiliza ganha. Estamos na luta pela gratificação e não vamos conseguir essa gratificação sem luta. É preciso que o Instituto também entre em greve e se una aos demais hospitais federais. Precisamos reagir. A Fenam está aqui para trabalhar na organização e na mobilização dos médicos. A carreira federal precisa ser reconhecida e bem remunerada", concluiu.

Após apresentar um cenário da situação das unidades públicas de saúde e da luta dos médicos, o presidente do Sinmed-RJ, Jorge Darze destacou a importância da adesão de todos os colegas, não apenas dos estatutários, ao movimento.

Participaram também do encontro o conselheiro Gilberto dos Passos; o diretor da Fenam Mário Ferrari e a  diretora do Sinmed Rosangela Almeida.