Niterói: necessidade de melhorias na saúde é pauta de reunião

19/11/2013

Representantes do CREMERJ se reuniram com o secretário municipal de Saúde de Niterói, Chico D’Ângelo, para debater a situação crítica das unidades de saúde na cidade, nessa segunda-feira, 18. Na ocasião, o presidente da entidade, Sidnei Ferreira, e os conselheiros Nelson Nahon e Luís Fernando Moraes apresentaram o relatório das fiscalizações recentes feitas nos hospitais de Niterói.

Chico D’Ângelo reconheceu que existem problemas, que foram agravados na gestão anterior com o aumento da contratação de forma precária – por RPA – e o fechamento das emergências do Hospital Universitário Antônio Pedro e Hospital Municipal Getúlio Vargas Filho, o Getulinho. Segundo o secretário, uma das prioridades é reabrir a emergência de ambas as unidades. 

Para extinguir a contratação precarizada, a Secretaria Municipal de Niterói planeja realizar um concurso com vínculo empregatício, por meio de CLT. 

Em relação ao Hospital Psiquiátrico de Jurujuba, o secretário disse que a unidade adquiriu uma ambulância e que o objetivo é reformar o prédio, porém depende da conclusão de um projeto de urbanização da prefeitura. Já o Hospital Municipal Carlos Tortelly, segundo ele, é um dos casos mais críticos, pois está sobrecarregado devido à desativação das outras emergências. A unidade passará por obras a partir do dia 25.

Sobre o Hospital Municipal Orêncio de Freitas, D’Ângelo disse que a residência médica não está mais ameaçada e que o serviço de cirurgia ganhou um novo centro cirúrgico.

“Essa reunião está me ajudando, porque me sinto impulsionado a resolver os problemas. Na minha gestão, o meu planejamento é expandir o Orêncio de Freitas, e não fechá-lo. Tem muita coisa para ser feita não só no Orêncio, mas nos outros hospitais, e estamos trabalhando nisso”, afirmou.
 
O presidente do CREMERJ, que entregou cópia dos relatórios para D’Ângelo, destacou que o objetivo do Conselho é apontar as dificuldades e propor soluções, pois a entidade tem um compromisso com a população e com a categoria médica. Sidnei também perguntou sobre os Programas de Saúde – como os de hipertensão, criança e diabetes –, com a entrada das Clínicas de Família na rede básica. O secretário disse que todos estão funcionando e negou que tenham sido desativados. 

“É nossa função fiscalizar os hospitais e exigir melhorias. Esse é o panorama das nossas fiscalizações para ajudar a solucionar a crise que a saúde de Niterói enfrenta há bastante tempo”, declarou Sidnei. 

Segundo o secretário, a meta da sua gestão é fazer com que toda a população de Niterói esteja coberta, até 2016, pela rede de assistência básica de saúde.