Médicos se reúnem em posse festiva da nova diretoria do CRM

07/10/2013


Cerca de duas mil pessoas, entre médicos, autoridades e seus acompanhantes, compareceram à posse do corpo de conselheiros do CREMERJ para a gestão 2013/2018, que aconteceu nessa sexta-feira, 4, na Marina da Glória. Num cenário onde o governo lidera uma campanha de desvalorização do profissional de medicina, a Causa Médica assumiu mais uma vez a direção do Conselho numa eleição considerada plebiscitária, que contou com 75% dos votos dos médicos do estado do Rio de Janeiro. 
 
Durante a solenidade, Sidnei Ferreira, que assumiu a presidência do CREMERJ e ficará no cargo até maio de 2015, em seu discurso, falou sobre os ataques que a categoria vem sofrendo nos últimos anos.
 
“O que temos hoje são ataques que parecem descabidos de qualquer lógica e sanidade sobre a nossa profissão e sobre a saúde da população: da graduação à residência médica, do salário ao vínculo do médico com a sua unidade, perpassando ainda à autonomia das universidades e dos conselhos de medicina e ao cumprimento das leis e da Constituição vigente no país”, destacou.
 
Em relação ao compromisso com a medicina e com a saúde, para Sidnei, a reeleição da Causa Médica mostra que os médicos acreditaram e continuam acreditando na sua luta e na sua vontade de mudar esse cenário dantesco.
 
“Nada podemos sozinhos. Mas o governo conseguiu nos unir. As entidades médicas estão unidas no nosso estado, assim como no país inteiro. Não podemos perder a esperança, pois sem ela e sem fé não há evolução. Confiamos em nós, na nossa luta, nas nossas ações, na união, na população e até mesmo nos políticos, porque ainda existem políticos dignos e gestores bem intencionados. Vamos continuar denunciando e mostrando os erros das estratégias dos gestores. Iremos às últimas consequências se necessário, mas sempre dentro do respeito às leis vigentes e com a decência que a nossa profissão e a população merecem”, afirmou.
 
Ao se despedir do cargo da presidência do CREMERJ, Márcia Rosa de Araújo destacou que a categoria passa por um momento grave, em que o governo realiza uma campanha com o objetivo de “demonizar” e desvalorizar a imagem do médico perante a população. Márcia Rosa também agradeceu a confiança dos colegas. Essa foi a terceira vez que ela presidiu a entidade.
 
O vice-presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Aloísio Tibiriçá, criticou os vetos da presidente da República, Dilma Rousseff, ao Ato Médico. Ele também informou que foi enviado para o Congresso um projeto que visa abrir à assistência para profissionais de outras áreas saúde, além dos médicos. 
 
Também participaram da mesa de abertura do evento os presidentes da Federação Nacional dos Médicos, Geraldo Ferreira Filho; da Academia Nacional de Medicina, Pietro Novellino; da Unimed-Rio, Celso Correa de Barros; da Unimed Federação Rio, Euclides Malta Carpi; do Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro, Jorge Darze; da Associação Nacional de Médicos Residentes, Beatriz Costa; e da Confederação Nacional de Saúde e da Federação dos Hospitais e Estabelecimentos de Saúde do Estado do Rio de Janeiro, José Carlos Abrahão; o vice-presidente leste-sul da Associação Médica Brasileira, Celso Ramos Filho; a subsecretária de Estado de Saúde do Rio de Janeiro, Ana Lúcia Eiras; e a superintendente da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, Lúcia Silveira.
 
Após a solenidade de posse, todos os presentes puderam aproveitar a festa e dançar embalados pela voz do mestre Jorge Aragão, que apresentou clássicos do samba e da MPB.