CRM se solidariza com os professores demitidos da Gama Filho

04/10/2013


O CREMERJ se solidariza com os professores que foram demitidos sem aviso prévio pela Galileo Educacional. A entidade repudia a atitude da mantenedora que, mais uma vez, mostrou ineficiência para administrar uma universidade. Nesta quinta-feira, 3, 348 professores foram demitidos das suas instituições: na Universidade Gama Filho, 227 foram desligados e, na UniverCidade, 121, representando um corte de 25% do corpo docente.

O Conselho mostra indignação com a Galileo, principalmente porque a maioria dos professores teve compreensão e tolerância durante vários momentos críticos, causados por atrasos salariais e falta de infraestrutura para ministrar suas aulas. Mesmo com todas as dificuldades, os professores, principalmente os do curso de medicina, que não tinham hospital-escola para ensinar a parte prática, continuaram trabalhando e, infelizmente, agora, foram surpreendidos com esta demissão em massa.

“O CREMERJ apoia os colegas, que lecionavam na Gama Filho, porque sabe que ensinar é uma das atividades do médico. Ficamos indignados com essa falta de ética e de respeito com estes profissionais que se dedicaram durante anos a essas instituições”, declara a conselheira do CREMERJ Vera Fonseca.

O Conselho promoverá na segunda-feira, 7, às 19h30, no auditório Júlio Sanderson, em sua sede, uma assembleia geral para discutir ações diante das recentes medidas do governo, dos demais problemas da saúde pública e dos acontecimentos nas universidades geridas pela Galileo, para a qual todos os médicos que foram demitidos e os colegas que se solidarizam à causa são também convidados.

 

Desocupação da reitoria após 78 dias

Com o retorno das aulas, cerca de 30 alunos que ocupavam a reitoria da Gama Filho deixaram o local, depois de 78 dias. De acordo com Edvaldo Júnior, presidente do Centro Acadêmico de Medicina, o grupo decidiu levantar acampamento diante da possível normalização das atividades acadêmicas da universidade. No entanto, segundo ele, os estudantes continuarão com os protestos. Os alunos participarão, inclusive, de uma audiência no Senado Federal, em Brasília, nos próximos dias.