Em Teresópolis, saúde pública enfrenta grave crise

11/09/2013


A questão da saúde pública em Teresópolis está ficando caótica. Os hospitais conveniados com a prefeitura, que são Hospital das Clínicas de Teresópolis Costantino Ottaviano (HCTCO) e Hospital São José – referência para a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) –, não estão recebendo o dinheiro acordado.

Por essa razão, médicos do HCTCO ameaçaram suspender o atendimento. Para evitar uma crise ainda maior, por decisão judicial, foi marcada uma audiência entre representantes do hospital e da prefeitura em busca de uma solução.

Na UPA, a interferência da OS (Organização Social) tem sido intensa e absurda, a ponto de tirar um médico de rotina da sala vermelha, amarela e de repouso, alegando que precisa conter despesa.

“Esse médico está no hospital por determinação do secretário municipal de Saúde. Um funcionário que nem médico é não pode definir se pode ou não tirar um médico. Não se pode passar por cima da decisão do secretário nem da diretoria do hospital. É um absurdo”, disse o conselheiro Nelson Nahon.

Também na UPA, os médicos continuam sem a carteira assinada e sofrem com o atraso dos honorários. Em função disso, a maioria ameaça deixar a unidade a qualquer momento.

Para agravar ainda mais a crise em Teresópolis, este ano, o CREMERJ, acompanhado da promotoria da região, fiscalizou o Capsi e constatou que as condições do prédio estão caóticas. Entre as irregularidades encontradas, estão a falta de recursos humanos e de infra-estrutura.

“Infelizmente, a saúde pública está caótica na nossa cidade. O CREMERJ tem acompanhado todo esse processo e trabalhado pela valorização dos médicos. Nossa luta é por melhores salários, concursos públicos, condições dignas de trabalho e por uma saúde de qualidade para a população”, declarou Paulo Barros, coordenador da seccional de Teresópolis.