CREMERJ constata irregularidades em hospital de Saracuruna

01/08/2013


Em fiscalização ao Hospital Estadual Adão Pereira Nunes, em Saracuruna, nessa quarta-feira, 31, o CREMERJ constatou problemas, principalmente com a entrada da OS Pró-Saúde, que assumirá, em agosto, a gestão de toda a unidade, incluindo a contratação de recursos humanos e a compra de equipamentos e insumos.

A maioria dos médicos, com destaque para os neurocirurgiões, está insatisfeita com a proposta da OS, que pretende realizar contratações sem o regime CLT. Os neurocirurgiões, inclusive, afirmaram que não irão continuar no hospital sem carteira assinada – situação que é bastante preocupante, porque a unidade é uma das principais referências em grandes traumas na Baixada Fluminense e no estado do Rio de Janeiro.

Os médicos da Fiotec, que atualmente cumprem aviso prévio, e os contratados por cooperativas serão convidados pela OS para trabalhar na instituição. Já os estatutários estão sem receber há dois meses o adicional de gratificação, que, segundo os médicos, é uma forma de pressioná-los a deixar o hospital.

De acordo com a denúncia de colegas, na obstetrícia, é frequente a falta de materiais e medicamentos para cirurgias, dificultando o trabalho médico. 

Na neurocirurgia, os colegas relataram que não há déficit de insumos, mas reclamaram da dificuldade de leitos pós-cirúrgicos. Já na pediatria, constatou-se a ausência de um plantonista na UTI/UI neonatal.

Na fiscalização, o CREMERJ também detectou a falta de clínicos gerais e de ultrassonografistas. 

O CREMERJ enviará cópia do relatório de fiscalização para o Ministério Público do Trabalho e para o Ministério Público Estadual - Promotoria de Justiça e Tutela Coletiva da Saúde da Área Metropolitana I.