CRM se reúne com o secretário municipal de Saúde do Rio

18/04/2013


Em reunião com a diretoria do CREMERJ, nessa quarta-feira, 17, o secretário municipal de Saúde do Rio de Janeiro, Hans Dohmann, afirmou que o Hospital Municipal Raphael de Paula Souza (HMRPS), em Curicica, não será fechado. Entretanto, não serão reabertos os serviços de cirurgia geral e de ginecologia, que foram desativados no dia 1º de abril, segundo Dohmann, em razão da pouca utilização desses setores.

\"Explicamos ao secretário que, se não houver reposição, de forma rápida e eficiente, dos médicos que saem da rede municipal, os serviços realmente vão sofrer uma queda de produtividade. Logo, se a Secretaria fechar serviços progressivamente e passar a concentrá-los nos hospitais que restam, em pouco tempo teremos somente uma ou duas unidades no município. O planejamento administrativo do setor de saúde está completamente equivocado\", declarou a presidente do CREMERJ, Márcia Rosa de Araujo.

Também foi debatida a situação crítica nos hospitais municipais, principalmente, com a falta de recursos humanos. A residência médica foi outro assunto pontuado durante a reunião.

“A residência médica precisa estar entre as prioridades, pois eles serão os nossos futuros especialistas”, defendeu a presidente do CREMERJ.

Para a presidente da Associação Nacional dos Médicos Residentes, Beatriz Costa, o fechamento dos serviços resultou em uma perda irreparável para a residência médica.

“No HMRPS tinha excelentes preceptores, altamente qualificados para ensinar esses residentes, que foram pulverizados pela rede municipal. É lamentável porque a Zona Oeste é a área do Rio de Janeiro que mais expande e que agora perdeu o único serviço de ginecologia da região. O Hospital Lourenço Jorge, por exemplo, só tem obstetrícia. Ficou uma lacuna”, complementou Beatriz.

Além de Márcia Rosa, participaram do encontro o coordenador da Comissão de Saúde Pública do CREMERJ, Pablo Vazquez; e o presidente da Associação dos Médicos Residentes do Estado do Rio de Janeiro (Amererj), Diego Puccini.

“Vamos acompanhar o que a Secretaria fará em favor da medicina no Rio de Janeiro. Esse fechamento de serviços não pode continuar, pois prejudica a população e o trabalho médico”, concluiu Márcia Rosa.