Getúlio Vargas: Estado quer reduzir plantonistas

15/03/2013


A Secretaria Estadual de Saúde, com o apoio da direção do Hospital Getúlio Vargas, quer reduzir o número de médicos plantonistas do turno da noite na unidade. O CREMERJ esteve nesta quinta-feira, 14, no hospital, na Penha, onde conversou com membros do corpo clínico que discordaram da sugestão.

Atualmente, o plantão funciona com 10 clínicos gerais pela manhã e outros 10 à noite. Após uma avaliação no número de atendimentos realizado em ambos os turnos, a Secretaria Estadual de Saúde entendeu que quatro clínicos gerais seriam suficientes para atender a quantidade de pacientes na parte da noite.
 
Esse cálculo feito pela Secretaria faz parte de um projeto de redimensionamento da rede, que busca adequar o quantitativo de médicos à real necessidade de cada hospital. No Getúlio Vargas, os membros do corpo clínico não são favoráveis à redução por entenderem que o total atual já precisa de manutenção.
 
Emergência

Os conselheiros Carlindo de Souza Machado e Gilberto dos Passos também falaram sobre a questão da superlotação das alas masculinas e femininas, conhecidas como Salas Verdes. Essa emergência tem capacidade para internar 20 pacientes, mas costuma ter cerca de 40. Sobre esse caso, a Secretaria justifica que o Getúlio Vargas possui leitos de retaguarda em dois hospitais – o Ordem Terceira, na Usina, e o Eduardo Rabello, em Campo Grande – que, no entanto, não são suficientes.