Seminário internacional discute a medicalização do parto

11/10/2018

O processo de medicalização do parto e suas consequências é um desafio para a sociedade brasileira. O excesso de intervenções obstétricas e o baixo uso de boas práticas na atenção ao parto são exemplos desse problema. O objetivo do Seminário Internacional Medicalização do parto realizado pela Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz) é contribuir para o campo da saúde da mulher, colaborando para o avanço das discussões sobre o cenário da assistência ao parto e direitos reprodutivos. Resultado do Programa de Excelência em Pesquisa (Proep) Medicalização dos Nascimentos (CNPq/Fiocruz), o evento vai ocupar o auditório do Museu da Vida entre os próximos dias 22 e 23 de outubro.  

 O seminário busca relacionar uma questão de forte apelo em nossa sociedade ao âmbito global que ela hoje se insere. Além de propiciar um rico debate com pesquisadoras de diversas partes do mundo, o seminário terá como um de seus pontos fortes a mesa redonda com diferentes profissionais da assistência ao parto, discutindo seus conhecimentos, práticas e problemas profissionais”, afirmou o historiador Luiz Antônio Teixeira, da organização do evento. “Motivados por iniciativas anteriormente, surgidas na Fiocruz – em especial pela pesquisa Nascer no Brasil – buscamos, a partir de pesquisas nos campos da história e da saúde coletiva, jogar luz em um problema de grande importância no campo da saúde das mulheres”, completou.

Composto por quatro mesas, o seminário discute temas diversos: Locais e cenários de parto, Práticas e intervenções, Violência obstétrica e Nascimento e Risco. Haverá ainda uma conferência sobre Medicalização do parto e a mesa-redonda Saberes sobre o parto, com a participação de profissionais da assistência (obstetrizes, obstetras, enfermeiras obstétricas, doulas) e debates sobre a situação atual da assistência ao parto no Brasil.

A comissão organizadora é composta por Luiz Antonio Teixeira, historiador e pesquisador da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz); Andreza Nakano, da Escola de Enfermagem Anna Nery/UFRJ); Cassia Roth, da University of Edinburgh; Marina Nucci, pesquisadora em pós-doutorado da COC; e Fernanda Loureiro, do Instituto de Medicina Social da Uerj.

 

Fonte: Site da Fiocruz