Na Mídia - Profissionais da saúde reclamam de precariedade em meio a pandemia

Band Online /

18/03/2020


Uma preocupação que aumenta quando faltam equipamentos de proteção, por exemplo

Uma enfermeira da rede pública, que não quis ser identificada, denunciou a precariedade da estrutura nos hospitais do Rio de Janeiro ao Jornal da Band.

'A enfermagem fica 12 horas com máscara cirúrgica comum, sem capote [avental cirúrgico] e sem touca', relatou. 'Quando a população foi buscar ajuda, quem eles vão encontrar de frente para fazer a triagem é a enfermagem nas emergências; a enfermagem que está infectada'.

O Conselho Federal de Medicina divulgou uma nota dizendo que os gestores "devem tornar acessíveis materiais como máscaras, luvas, aventais, óculos e, no caso de procedimentos invasivos, máscaras n-95 e filtros de ar".

Na China, onde o primeiro caso foi registrado, cerca de três mil profissionais foram infectados e pelo menos 22 morreram.

No Rio de Janeiro, esse cenário começa a se repetir. No hospital Universitário Pedro Ernesto, dois médicos já testaram positivo; um deles segue internado em estado grave.

Na terça-feira, 17, o Conselho do Rio de Janeiro fez uma fiscalização nos hospitais. 'Verificamos se o atendimento está sendo feito dentro do protocolo estabelecido e se os médicos têm equipamentos de proteção individual necessários para fornecer à população o atendimento com segurança', afirmou Sylvio Provenzano, presidente do Cremerj.

Com aumento do número de casos, as autoridades de Saúde começaram uma corrida para tentar resolver, antes do pico da epidemia, os gargalos históricos do setor.

O Ministério da Saúde convocou quase seis mil médicos e governos estaduais editaram medidas para acelerar a contratação de profissionais e a compra de equipamentos.

Nesta quinta-feira, 18, a prefeitura do Rio anunciou a construção de um hospital de campanha com 500 leitos na zona oeste da cidade para pacientes que precisam de atendimento, mas não estão com coronavírus.