Na Mídia - Sindicato dos médicos declara repúdio à denúncia intitulada \"farra dos atestados\" em Campos

Folha do Amanhã /

04/03/2020


O presidente do Sindicato dos Médicos de Campos (Simec) José Roberto Crespo declarou repúdio à denúncia intitulada como 'farra dos atestados' na Saúde pública de Campos e a qualificou como maldosa. A declaração foi feita nesta quarta-feira (4), após o caso ser apresentado pela Inter TV, do Grupo Folha, na noite da última segunda-feira (2), no RJ Inter TV 2ª edição. Nessa terça-feira (3), a Prefeitura de Campos e o Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj) informaram que irão abrir sindicância para apuração do caso.

O presidente afirmou que não há qualquer irregularidade por parte dos médicos citados na denúncia e que os mesmos apresentaram ao sindicato provas concretas que comprovam o motivo do afastamento de suas funções.

'Falar em farra dos atestados é um termo pejorativo, acho que foi, de certa forma, uma denúncia maldosa, infeliz. Farra é para todo mundo, como se todos estivessem no meio. Mas são casos pontuais, que obviamente precisam ser apurados pelos órgãos competes - o Cremerj e a Prefeitura de Campos - para avaliar se houve desvio ético por parte desses profissionais. Mas, estive com os citados e eles me apresentaram documentos suficientes que comprovam o motivo dos afastamentos. Além de ter generalizado os profissionais da área médica, a denúncia também envolveu outro órgão, o de perícia médica do município, profissionais que têm uma carreira e nome a zelar', declarou.

Em nota, a Prefeitura informou que 'será instaurado um processo administrativo para apurar detalhadamente cada caso'. Já o Cremerj disse que 'o conselho não foi informado pela Prefeitura, no entanto, abrirá sindicância para apurar os fatos'.

De acordo com o levantamento feito nos últimos dois meses pela reportagem, alguns médicos que mais apresentaram atestados no município continuaram o atendimento em consultórios particulares, fazendo viagens e praticando esportes. Os dados, obtidos através da Lei de acesso à informação, revelaram a ausência de 16% dos médicos concursados no ano passado e o percentual aumentou 40%, em comparação ao ano de 2018. Atualmente, os médicos de Campos estão em greve há 22 dias e alegam, além do cumprimento do acordo que pôs fim à greve em agosto do ano passado, por parte da Prefeitura de Campos, a falta de condições de trabalho.