Na Mídia - Cremerj critica proposta de Crivella para ter teleatendimento em hospitais do Rio em áreas violentas

G1 /

25/10/2019


Proposta apresentada nesta sexta-feira é contestada: 'Meu receio é que, como não está regulamentada a telemedicina, como a gente pode agir com segurança', diz presidente do conselho.

O Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj) criticou a ideia do prefeito Marcelo Crivella de prestar teleatendimento em hospitais que ficam em áreas violentas. A proposta foi apresentada nesta sexta-feira (25) pela manhã.

O serviço serviria, segundo Crivella, para auxiliar o trabalho de técnicos, enfermeiros e outros profissionais quando o médico não conseguisse chegar aos hospitais.

De acordo com o presidente do Cremerj, a telemedicina não tem aprovação do Conselho.

"Meu receio é que, como não está regulamentada a telemedicina, como a gente pode agir com segurança, que possa sair um tiro pela culatra ao invés de ajudar, prejudicar mais a população", disse Sylvio Provenzano.

Mais cedo, a secretária municipal de Saúde disse que 209 clínicas fecharam nos últimos 40 dias por conta da violência. As autoridades não disseram quando o projeto seria implantado.

"É claro que neses locais temos dificuldade de colocar médicos, mas ainda assim eu determinei que faça o atendimento remoto. Ou seja, vai estar o técnico, vai estar o enfermeiro, vai estar o paciente diante de uma tela e do outro lado da tela aquele médico que não pode ir por questão de violência para receber os sintomas, a pressão, a temperatura e de alguma forma ajudar aquele paciente no momento de sua angústia", afirmou Crivella

A proposta também foi criticada pelo vereador Paulo Pinheiro (PSOL), da Comissão de Saúde da Câmara dos Vereadores.

"O próprio paciente vai estar arriscado a ser agredido com isso aí. Enfermeiro, técnico de laboratório, o profissional da segurança, o vigilante. Aquele profissional que trabalha lá tem que ter o mesmo direito que o médico. Por que a enfermeira vai e o medico não vai?", questionou o parlamentar.