CREMERJ realiza fórum sobre Saúde Suplementar

03/11/2010


Reajuste dos honorários médicos e formas de remuneração por procedimentos e performance foram os principais temas debatidos durante o fórum “O Futuro da Remuneração Médica na Saúde Suplementar”, promovido pelo CREMERJ na última sexta-feira, 29.

Presente na abertura do encontro, o presidente do CREMERJ, Luís Fernando Soares Moraes, ressaltou a importância de os médicos lutarem pelo aumento do valor das consultas dos planos de saúde. “É muito importante que estejamos unidos para negociar com as operadoras. Quando falamos em valorização do médico, isso serve também para os planos de saúde, porque a cada ano as empresas aumentam vertiginosamente seus lucros, mas não repassam quase nada aos médicos. Precisamos discutir o assunto constantemente e ir atrás dos nossos direitos”, salientou.

Coordenadora da Comissão de Saúde Suplementar (COMSSU) do CREMERJ, a conselheira Márcia Rosa de Araujo esclareceu que ao longo dos anos os médicos vêm conquistando vitórias através de comissões permanentes e movimentos em defesa da valorização do médico. “As campanhas têm se multiplicado e vislumbramos uma mobilização em nível nacional. O reajuste anual ainda não é fixado por lei, mas por negociação. E o CREMERJ é pioneiro no Movimento de Convênios, exigindo que as operadoras reajustem as consultas e os procedimentos anualmente”, lembrou.

Representante do Sindicado dos Hospitais do Rio de Janeiro (SindhRio), Josier Marques Vilar advertiu que as operadoras não valorizam o médico que mostra resultados clínicos, mas sim econômicos. “O componente ético não prevalece”, lamentou.
Antônio Carlos Endrigo, que representou a Agência Nacional de Saúde Suplementar, destacou que as operadoras não devem privilegiar só o “seu lado”, mas sim defender a causa de forma abrangente.

Já o diretor executivo da Federação Nacional de Saúde Suplementar (Fenasaúde), José Cechin, falou sobre a importância dos resultados clínicos: “As operadoras se esquecem de que se o paciente não tem seu problema resolvido em uma consulta, ele vai acabar procurando outro médico”.

Conselheiro do CREMERJ e 2º vice-presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Aloísio Tibiriçá frisou que os planos de saúde devem trabalhar em parceria com os médicos. “É inaceitável os planos pagarem R$ 30,00 pela consulta. Nós médicos queremos ser valorizados e trabalhar de forma digna e ética”, salientou.

Participaram ainda do evento o secretário de Saúde Suplementar da Federação Nacional dos Médicos (Fenam), Márcio da Costa Bichara e o representante da Associação dos Médicos do Brasil (AMB), Florisval Meinão.