CREMERJ trata de vistorias e agressões a médicos com defensora

15/03/2019


Os diretores do CREMERJ Rafaella Leal e Luís Guilherme dos Santos se reuniram nesta quinta-feira (14) com a defensora pública Thaísa Guerreiro para debater vistorias e aspectos críticos na Saúde, agressões a médicos e estreitar a parceria institucional do Conselho com a instituição. Durante o encontro com a coordenadora de Saúde e Tutela Coletiva da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro, foi ressaltada a importância de um representante do órgão participar das fiscalizações do CREMERJ.

A secretária-geral do CREMERJ, Rafaella Leal, explicou que as vistorias do Conselho têm o objetivo de identificar “problemas frequentes, de vínculos trabalhistas à falta de leitos e as filas cirúrgicas”.

A defensora pública atribuiu à falta de clareza nos dados informados por hospitais uma dificuldade para identificar as principais necessidades na assistência à população.

O corregedor do Conselho, Luís Guilherme, sugeriu a criação de melhores mecanismos para monitorar e alimentar o sistema de regulação. Também é importante ter dados mais exatos sobre a rede para facilitar o seu dimensionamento e ajustes.

O CREMERJ também abordou a grave questão das agressões aos médicos e aos outros profissionais de saúde. O corregedor citou os casos recentes de violência contra profissionais. “Infelizmente, o CREMERJ não tem poder direto para solucionar estes casos. Há uma promessa do prefeito Marcelo Crivella de que a Guarda Municipal passe a atuar dentro dos hospitais, dando mais apoio aos funcionários até a chegada da polícia. Esperamos que esta medida seja tomada o quanto antes”, disse o corregedor.

Outro problema levantado por Thaísa é a demora no início do tratamento dos pacientes oncológicos. “Eles aguardam muito tempo na fila para iniciar o tratamento. É primordial que as vagas sejam reservadas à atenção primária e respeitadas”, disse.