Evento marca a semana de prevenção da gravidez na adolescência

01/02/2019


A “Prevenção da Gravidez na Adolescência em Visão Ampliada” foi o tema central do fórum promovido pelo CREMERJ e pela Sociedade de Pediatria do Estado do Rio de Janeiro (Soperj), em parceria com a Sociedade de Obstetrícia e Ginecologia da Infância e Adolescência (Sogia), nessa sexta-feira, 1º. O evento, ocorrido na sede do Conselho, foi uma iniciativa de lembrar e divulgar a Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência, que começa por lei todo dia 1º de fevereiro. A Lei, de número 13.798/2019, acrescenta a campanha ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), com o objetivo de disseminar informações sobre medidas preventivas e educativas para reduzir a incidência de gravidez na adolescência.

Clique aqui para ver a gravação do evento na TV CREMERJ. 

Para dar início ao ciclo de palestras, a diretora do CRM Rafaella Leal convidou para a mesa de abertura a vice-presidente do CREMERJ, Célia Regina da Silva; a presidente da Soperj, Kátia Telles Nogueira; a coordenadora do evento, Raquel Niskier Sanchez; e o membro da Câmara Técnica de Ginecologia e Obstetrícia do CRM Alberto Borges.

“Apesar de uma leve diminuição dos altos índices de gravidez na adolescência, estamos preocupados com o aumento de casos de segunda gravidez nesta faixa etária. Sabemos ainda que uma em cada cinco mulheres vai engravidar na adolescência, o que pode ter um comprometimento, em vários aspectos, na vida desta mulher. Então, esse dia é marcante porque faz com que haja uma reflexão em relação as nossas intervenções a nível estadual, municipal e federal”, afirmou Célia Regina.

Kátia Telles advertiu que a semana de prevenção da gravidez na adolescência deve ter importância equivalente aos movimentos Outubro Rosa e Novembro Azul. “Todos devem estar engajados nesta questão. A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) nos pediu que entrássemos em contato com as sociedades e conselhos regionais para fazer um trabalho em conjunto, porque a causa não é só uma questão do pediatra, mas também do ginecologista, do clínico e da saúde da família. Temos que acolher essas meninas e discutir o assunto, que vai além do consultório médico”, disse.

Rafaella Leal, que é pediatra, apontou a importância da lei. “A norma é fundamental porque muitas vezes o pediatra esquece o problema da gravidez na adolescência e acompanha uma criança cuidando de outra. Temos que repensar a nossa forma de atuação, se estamos olhando apenas para os pequenos e lembrar de falar sempre de métodos contraceptivos, além de encaminhar as jovens pacientes ao ginecologista/obstetra para aprender o que deve ser feito para evitar uma gestação indesejada. Vamos repensar a forma de abordar essas jovens e orientá-las como um todo”, completou.

Os temas abordados nas palestras foram: Nascidos vivos de gestantes menores de 14 anos de idade no Brasil, A atuação do pediatra na prevenção da gravidez em adolescentes e Aspectos psicológicos e socioculturais da gravidez na adolescência – o que a equipe de saúde pode fazer.

As considerações finais dos palestrantes e um debate com o público encerraram o evento.