CRM cria grupo para reivindicar direito dos hospitais federais

26/10/2018


Diretores do CREMERJ receberam representantes de unidades federais para debater a situação dos hospitais, conhecer mais sobre os problemas e montar um grupo de trabalho para agir em favor das soluções, nesta quinta-feira, 25. A ideia é enumerar pontos a serem cobrados e montar um documento para levar ao Ministério Público. Participaram do encontro representantes do Hospital Federal dos Servidores do Estado, do Hospital Federal da Lagoa, do Hospital Federal Cardoso Fontes, do Instituto Nacional de Cardiologia (INC) e do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into). Uma das principais críticas dos diretores e responsáveis técnicos é em relação à regulação, que continua não funcionando.

“O problema não é o paciente que chega até nós. É o que não chega. Antes não tínhamos regulação. Agora temos, mas não funciona. Os sistemas não se comunicam. Temos vagas com até 80% de subutilização”, explicou Flávio Moutinho, diretor médico do Hospital Federal Cardoso Fontes.

Além disso, foi discutido na reunião o anúncio orçamentário da prefeitura para a saúde, que prevê para o ano que vem um gasto menor do que o de 2018. Há uma previsão de que 300 unidades na atenção básica possam ser fechadas devido a esses cortes. Cada uma dessas unidades pode atender até 4.500 pacientes. Essas pessoas ficariam desassistidas e poderiam lotar ainda mais os hospitais que têm emergências abertas, como o Hospital Federal do Andaraí e o Hospital Federal de Bonsucesso.

O presidente do CRM, Sylvio Provenzano, destacou que se as unidades básicas são fechadas e não se trata adequadamente doenças como diabetes e hipertensão, os gastos posteriores com média e alta complexidade serão muito maiores. Provenzano defendeu uma ação rápida para mediar esses problemas:

“Temos que agir o mais breve possível, porque a saúde não pode esperar. Queremos tomar uma posição mais ativa para propor um caminho para a solução com um documento técnico e embasado”.

Os representantes dos hospitais manterão contato com o CRM para encaminhar ações no sentido de uma unificação no sistema de regulação do estado, integrando Sisreg e SER, e em defesa de uma gestão unificada dos institutos federais, com nomeações técnicas e não políticas.

Participaram também da reunião a vice-presidente do CREMERJ, Célia Regina da Silva, o tesoureiro Flávio de Sá Ribeiro e os conselheiros André Costa, Antonio Abílio de Santa Rosa e Roberto Meirelles. E o assessor jurídico Lucas Laupman.