Falta de leitos afeta estrutura da CER Leblon

10/07/2018


Atendendo à solicitação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, o CREMERJ, no dia 7 de junho, apurou as condições de funcionamento da Coordenação de Emergência Regional Professor Monteiro – CER Leblon -, destinada ao atendimento de urgência e emergência de baixa e médica complexidade em clínica médica e pediatria.

A Comissão de Fiscalização (Cofis) do CREMERJ verificou que no CTI 1 os leitos não estavam equipados de acordo com as normas da Anvisa, faltando até mesmo ventiladores mecânicos. O setor vem sendo destinado a doentes de menor gravidade, já que a enfermaria do Miguel Couto funciona em sua capacidade máxima, não havendo possibilidade de transferir pacientes para continuidade do tratamento.

Também foi averiguado que os pacientes oncológicos estão sendo internados na emergência, sob o risco de inúmeras infecções agudas, além de agravar a superlotação da unidade.

Apesar desses problemas, a Cofis também constatou progressos. Segundo os coordenadores, Berguer Guimarães e Carmélia Gonçalves, desde março os pagamentos estão regularizados. Quanto aos medicamentos, insumos e profissionais de saúde, foi negada qualquer insuficiência.

Mesmo com os problemas no início do ano para a remoção de pacientes, com os hospitais de retaguarda passando por dificuldades que levaram à superlotação da CER, nos últimos três meses houve melhora significativa no suporte oferecido pelos hospitais Ronaldo Gazolla, Piedade, Evandro Freire e Jesus.

O quadro de platonistas possui um médico para o CTI 1, um para o CTI 2 e dois para o CTI 3. Além disso, a unidade conta com médicos de rotina, um coordenador médico e suporte de fisioterapia, fonoaudiologia, nutrição, serviço social, farmacêutico clínico e infectologista.

"As condições de funcionamento da CER Leblon estão adequadas ao ato médico, mas é necessária a revisão dos leitos de terapia intensiva e oncologia, que precisam ser totalmente equipados e plenamente capazes de absorver os pacientes graves", orientou o coordenador da Cofis, Gil Simões.